Análise 2DS/3DS – Dragon Quest VII: Fragments of the Forgotten Past

Ora bem este é o primeiro Dragon Quest que joguei, mas há vários anos que apesar de não acompanhar a série a vou mantendo de baixo de olho, tendo algum interesse na mesma, mas nunca tendo dado o passo seguinte. Este foi o remake do jogo original para a 3DS, que basicamente para além de algumas melhorias visuais, sofreu também alterações em nomes de personagens e não só, mas que em vez do original score de banda sonora usado na versão Japonesa, ficou com a banda sonora usada para as versões de iOS e Android (que só existem para a região do Japão), isto não tira qualidade ao jogo atenção, pois a mesma está bela, mas teria sido bem melhor terem usado a da versão Japonesa, também como podem reparar o jogo passou de Dragon Quest VII, para Dragon Quest VII: Fragments of the Forgotten Past.

Em Dragon Quest VII a nossa personagem vive na ilha de Estard, o único local terrestre no planeta, e somos filho de Pollock, o melhor pescador que existe, e somos os melhores amigos do Príncipe Kiefer, filho de Rei Donald, governante de Estard, e da filha do presidente da nossa aldeia, a Maribele, que tem por hábito fazer alguma chantagem digamos, para conseguir o que quer, juntos eles vão atrás dos segredos do mundo antigo, que os mais anciões desconhecem e/ou ignoram, e que fazem questão de dizer aos mais novos, que nunca existiu nada para além de Estard, mas Kiefer e a nossa personagem, andam em busca dos segredos ocultos de Estard, em ruínas e templos, que foram indicados como locais vedados de acesso pelo Rei, e eventualmente, com Kiefer, descobrimos pistas num livro muito antigo, que quando traduzido por um velho sábio (e muito rabugento), nos leva a desvendar o segredo para entrar no templo que existe em Estard, e nos fala da lenda de que um dia irá aparecer um escolhido, que irá desvendar os segredos ocultos, e cumprir o seu destino, quanto ao templo, esse é onde descobrimos uma força maior a guiar-nos, e onde está um ser indicado como o nosso guia, que nos revelada que existiam vários continentes e ilhas outrora, isto através de uma sala que funciona como basicamente um mapa gigante, com estruturas onde se encaixam fragmentos de direi pedra, que quando juntos formam continentes e ilhas, e nos levam até às mesmas num tempo passado, onde o mundo é assolado pelo Demonlord, que eventualmente iremos enfrentar, mas enquanto chega e não chega esse momento, temos outras tarefas, que entre vários momentos de plot pelo meio com várias quests, se resumem a ajudar-mos a população destas ilhas e continentes, que estão metidos em problemas de dimensões malignas ao mais alto nível.

Por exemplo o primeiro local que visitamos é a ilha da Aldeia de Ballymolloy, local em que assim que entramos conhecemos uma personagem significativa no problema de esta região, Maeve, que está junto a uma sepultura a pôr relva na mesma, e que após a Maribele a questionar, acaba a oferecer sementes de flores a Maeve, e a mesma ajuda-nos a chegar a aldeia, mas desaparece logo que a gente chega, mais tarde reaparece quando andamos à procura na mina da ilha, da cura (que é um pedaço de Rainbow Gem verde) para um aldeão, Halon, a pedido do seu filho, Patrick, que foi um guerreiro que tentou entrar na torre que é a origem dos monstros, que assombram a ilha de Ballymolloy, mas para melhor compreenderem a importância de Maeve conto-vos os seguinte, [SPOILERS] na aldeia aprendemos a lenda da mesma, que há algum tempo atrás, a mesma estava a ser assolada por bestas e monstros, e que um bravo guerreiro que tomou coragem para enfrentar os mesmos, e ao qual os aldeões juraram seguir para o campo de batalha, o mesmo disse que ia à frente, esperando que eles depois chegassem, e assim foi, ele lutou até ao último momento, tendo dizimado fileiras de bestas sozinho, enquanto sofria ataques e se desfalecia no campo de batalha, nunca desistindo, e na esperança que os aldeões aparecessem, coisa que não fizeram, pois acobardaram-se, mas como homenagem pelo sacrifício do bravo herói, mudaram o nome da aldeia para condizer com o nome dele, coisa que não apaga a cobardia que tiveram, e quem fez sentir mais isto foi Maeve a irmã do bravo guerreiro, que munida de um sentimento de vingança se acaba por converter numa besta e boss do jogo sendo ela que está por detrás do problema da aldeia, agora nós só descobrimos isto quando chegamos ao fundo da questão do problema que assola a população, e ainda mais, isto leva-nos a acreditar que a sepultura, em que Maeve se encontrava, era a do seu irmão, e chegamos mesmo a ter um flashback do momento antes do irmão de Maeve, Molloy, partir para a sua mítica carga contra as bestas, em que lhe dá uma boneca feita por ele, boneca essa que nos é dada na mina por ela, a qual mais tarde oferecemos a Patrick. [FIM DE SPOILERS] A aldeia enfrenta o problema que foi, todas as mulheres foram raptadas, e os homens receberam o ultimato de que se queriam voltar a ver as suas mulheres e filhas, teriam de desmantelar a aldeia por completo, basicamente destrui-la, e nós acabamos a ficar encarregues de ir ao fundo da questão de este problema, e no final da mesma, percebemos que a ligação entre todos os pedaços em que nos envolvemos fazem um sentido que se calhar nem tínhamos associado, e isso só aprofunda a experiência da mesma.

À medida que vamos resolvendo estes problemas nas ilhas e continentes do passado, as mesmas passam a aparecer no mundo do presente, com uma forma atual. De notar que o jogo tem um design fabuloso que nos deslumbra, bem como a sua plot, que combina momentos de bom humor, drama e ação, recheado de contos e lendas, que os NPC’s do jogo nos contam e revelam, que dão uma identidade muito própria não só a eles, mas ao jogo, mais ainda, que cada aldeão do mundo de Dragon Quest, tem algo para dizer, seja o que for, e isso ajuda a traduzir o facto de o jogo ter centenas de milhares de linhas de texto/argumento, o que ajuda a fazer dele uma obra prima, o jogo é muito profundo e agarra-nos mesmo, mas também digo que têm de ser fãs de um bom jogo de RPG com muita exploração e profundidade, não é realmente um jogo para o público em geral, e isso pode-se reparar no facto de a Square Enix se ter ressentido no facto de não ter querido originalmente gastar os fundos que teve de gastar na localização do jogo para fora do Japão, tal como disse o jogo tem um visual espetacular, seja nos modelos e design dos ambientes, personagens (que são da autoria de Akira Toryama, criador de Dragon Ball), edifícios, posicionamento e construção das aldeias e cidades, ruínas, locais, etc…, até mesmo as zonas que temos de usar para chegar aos locais, tem um visual interessante, apesar de ser algo que fica num estado mais em bruto e superficial, pelo facto de funcionar como um mapa em tamanho real do jogo digamos, e no qual podemos encontrar recheado de inimigos, nos quais libertar a nossa doce justiça, sejam eles criaturas míticas, ou os famosos Slimes, ou por exemplo Night Crawlers, também a passagem entre as ilhas e continentes é muito interessante, basicamente fazemos uso de um navio que Kiefer e a nossa personagem, arranjaram já há algum tempo, e basicamente o mesmo mete-nos num mapa de top-down view, com o navio e os locais vistos em tamanho reduzido, e navegamos pelo oceano que as rodeiam, de maneira a fazer a nossa passagem entre os locais, mas claro que não é uma passagem tranquila, e vão aparecendo montros do mar para nos tentar dificultar o dia.

Quanto ao combate, é algo que já esperava e se espera nestes jogos assim, mas que neste caso não controlamos diretamente toda a party. Ou seja, o combate é por turnos, e podemos diretamente controlar as ações do nosso personagem, como escolher fazer o ataque base, ou usar uma habilidade, magia, defender, ou usar um item por exemplo, mas quanto aos outros membros, só podemos definir uma ordem prioritária, como meter o Kiefer a atacar sem misericórdia, e a Maribele a atacar com tática por exemplo. Isto vem também com a algo regular e normal, a personalização das personagens da nossa party, com novas armas, armaduras que aumentam a defesa e em alguns casos outros atributos como o nosso HP, e por falar em atributos claro que ganhamos XP dos combates, que ao atingir certas quantidades acumuladas resultam no aumento de nível das personagens, agora quanto a saber quanto XP falta para o nível seguinte, só pode ser visto numa Igreja, ao falar com o padre, também de notar que para gravar o jogo só nas Igrejas também. Quanto a itens, temos itens regulares como de recuperação, e outros de boost, que nos aumentam por exemplo permanentemente o nosso HP.

Para além disto temos o sistema de Jobs (classes), e podemos fazer troca entres as várias, mas só no templo, e claro que estas classes têm características muito próprias, como um aumento de certos atributos, o uso de certas habilidades, etc…, mas temos também as Classes de Monstros, ora bem isto funciona em que ao colecionar-mos corações suficientes de um tipo de monstro específico ganhamos a sua Monster Class, em que podemos assumir a sua forma e usar as suas habilidade, todas estas classes permitem-nos chegar a certos pontos de aprender certas habilidades que caso a gente mude de classe, as mesmas mantêm-se connosco. Depois temos também a oportunidade de domesticar os monstros que encontramos e enviar os mesmos para um local chamado de Monster Meadows, onde podemos expandir também esta zona com mais locais para albergar mais monstros, e chegar mesmo a enviar os mesmos em grupos de por exemplo 3, para entrar em dungeons, onde no final de cada uma é encontrado uma Traveller’s Tablet que pode ser usada para desbloquear um dungeon ao calhas para exploração, isto é algo muito interessante de se fazer, e dá uma nova perspetiva aos nossos inimigos do jogo, pois podemos ter os mesmos do nosso lado.

Para ajudar à festa temos também funções do Street Pass, em que entra em ação as tablet’s de que falei, tanto quanto sei de informações oficiais, pelo Street Pass, temos a oportunidade de trocar estas entre jogadores, ao enviar um dos nossos monstros que escolhemos como líder à pessoa por quem passámos, para entregar a mesma, e receber em troca o monstro líder deles no nosso Haven, existe mais por detrás desta função mas eu não cheguei a usar ainda, mas parece ser interessante e deixo em baixo o vídeo oficial sobre a mesma. Em suma, não quero revelar muito mais, para terem vocês o grande prazer de descobrirem esta experiência única e fantástica. É uma experiência intemporal, e foi uma iniciativa excelente na Square trazer o jogo para a atualidade, e que se joga muito bem na 3DS/2DS, é um jogo que combina todos os elementos (Visuais, Ambientes, Jogabilidade, Mecânicas de Jogo, História e Banda Sonora) na perfeição, para nos entregar esta obra prima.

Ora bem este é o primeiro Dragon Quest que joguei, mas há vários anos que apesar de não acompanhar a série a vou mantendo de baixo de olho, tendo algum interesse na mesma, mas nunca tendo dado o passo seguinte. Este foi o remake do jogo original para a 3DS, que basicamente para além de algumas melhorias visuais, sofreu também alterações em nomes de personagens e não só, mas que em vez do original score de banda sonora usado na versão Japonesa, ficou com a banda sonora usada para as versões de iOS e Android (que só existem para a…
Um jogo que eu nem sei o que dizer o definir mais aqui neste resumo da pontução do mesmo, é uma experiência basicamente única na união de todos os seus elementos, joguem, é o melhor que posso dizer, e descubram esta aventura por vocês mesmos.
História - 100%
Jogabilidade - 100%
Gráficos - 100%
Banda Sonora - 100%

100%

Per-fei-to!

Um jogo que eu nem sei o que dizer o definir mais aqui neste resumo da pontução do mesmo, é uma experiência basicamente única na união de todos os seus elementos, joguem, é o melhor que posso dizer, e descubram esta aventura por vocês mesmos.

User Rating: No Ratings Yet !

About the author

Sou aquele gajo que ama RPG's, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

Related

JOIN THE DISCUSSION

Inline
Inline