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Análise 2DS/3DS – Monster Hunter Stories

O regresso de Monster Hunter, mas ao contrário do que se esperava não foi o XX (versão definitiva do Generations), mas sim o Monster Hunter Stories, um spin-off da franquia que toma uma abordagem mais ao estilo de JRPG tradicional com toque de do sub-género em que se insere jogos como Pokémon, Yo-Kai Watch, Dragon Quest Monsters e não só.

MH Stories mete-nos papel de um Rider, mas é aqui que se perguntam o que é um rider. Muito simples, os riders ao contrário dos hunters, que caçam os monstros do mundo de MH, decidiram tomar outro rumo, e abordam os monstros numa base de afinidade de maneira a criarem uma relação de amizade com eles, mas é aqui que entram outros elementos ao barulho, como a pedra de afinidade que os riders obtém ao fazer o seu ritual para se tornarem num, em que para além de receberem a sua pedra, que lhes permite criar afinidade com os monstros que chocam de ovos, tambémno ritual é onde chocam o seu primeiro ovo, também a pedra de afinidade permite a habilidade de montarem o vosso monstro fora e dentro de combate, sendo que em combate dá ainda a hipótese de fazerem o vosso ataque de afinidade que muda de monstro para monstro. O jogo vem repleto de side-quests umas adaptadas para a fórmula que MH Stories tem, e outras mais ao estilo tradicional de MH, mas que tomam um tom diferente devido à abordagem que este tem. Quanto à história principal, seguimos um grupo de 4 amigos inicialmente, a nossa personagem (que no anime que surgiu depois baseado no jogo se chama Lute), Lilia, Cheval e Navirou (que é um Lynian peculiar). Seguimos os mesmo no inicio da sua jornada como disse, em que muito antes do ritual de riders, andamos em busca de um ovo para tentar chocar (coisa que deveria ser impossível sem a pedra da afinidade), e é numa das buscas que acabamos a encontrar um ovo de Rathalos, que de maneira surpreendente acaba a chocar com o esforço dos 3 amigos, e reconhece-nos a nós como o responsável por ele. Na nossa jornada nós e Cheval seguimos o caminho para nos tornarmos em Riders, só que é aqui que começa a entrar em ação uma misteriosa névoa negra e roxa que corrompe tudo ao qual se apodera, vegetação, monstros e muda o tipo de comportamento dos ambientes em que se espalha, e numa noite um Nargacuga sob influência da mesma ataca a nossa aldeia, e a mãe de Cheval morre, criando um ressentimento grande nele contra a nébula maligna, e em parte contra os monstros, também aqui o mesmo ataca o nosso Rathalos e o mesmo acaba a cair numa ravina, ficando desconhecido se sobreviveu ou morreu. A partir daqui nós seguimos a nossa jornada com Navirou pelo mundo de MH Stories, Cheval desaparece, com os seus sentimentos numa grande confusão, e Lilia decide seguir uma jornada que a leve a explorar o mundo. A nossa missão passa a ser ajudar todos os que são vitimas da névoa, encontrar as suas fontes e por fim às mesmas, sendo que pelo caminho vamos passar por uns quantos locais interessantes e conhecer caçadores que apesar de não perceberem o porquê de sermos riders, nem a ligação que criamos, tentam entender, e dar uma oportunidade a expandirem o seu conhecimento em relação aos monstros em si, mas que também nos vão ensinar umas quantas coisas, sendo que neste caso falo do caçador Reverto. Muita coisa se desenrola, e vamos passar por vários ambientes neste mundo de Stories, e aprender que os imponentes monstros de MH não servem só para caçar.

Em jogabilidade temos de uma maneira reduzida o sistema de forjar equipamento, sendo que temos já conjuntos de armadura que vem toda unida num set, e armas pré-definidas, sendo que não temos todas as classes de armas, e obtemos tanto armadura como armas ao aceitar quests de busca de materiais na forja de cada aldeia que passamos, temos também o sistema de combinar materiais para obter outros de uma maneira reduzida, mas que será algo essencial, para criar potions ou armadilhas a usar em combate, também pelo uso de materiais que recolhemos podemos evoluir o nosso equipamento de nível. A navegação pelo mundo é numa base open world, em que o mesmo está ligado por secções separadas por loading screens, temos um mundo vasto e diversificado, e os monstros aparecem-nos no mesmo, sendo que alguns não nos ligam e outros perseguem-nos caso notem a nossa presença, e claro, podemos montar um dos nossos monstros para tornar as nossas viagens mais rápidas, sendo que não fazemos fast travel com eles, mas há esta mecânica, nos caravan posts, que nos deixam navegar entre os vários que ativamos, ou salvar o nosso jogo, que para além da forma tradicional de nos deitarmos para descansar na cama da nossa habitação, nos permite assim dar save em vários pontos do mundo de Stories.

O combate toma uma forma de por turnos, à semelhança do aspeto que temos no DQVII por exemplo na 3DS, ou tocando no ponto de Pokémon, toma a forma num ambiente de combate do mesmo tipo, sendo que a diferença é que para além do nosso monstro atual, estamos nós, que combatemos ao seu lado, contra outro(s) monstro(s). Podemos trocar em combate entre os nossos 5 monstros, mais tarde 6, sem afetar o nosso turno, sendo que depois não controlamos as suas ações exceto em dois casos que já abordo. Nós durante o combate enchemos a nossa pedra da afinidade com energia, isto quando nós ou o nosso monstro desfere um ataque com sucesso, ou ganha um confronto normal ou de outros dois tipos, sendo que o confronto normal é quando usamos um dos 3 ataques base, sendo que o do nosso monstro escolhe ele, e o que combatemos usa um também, sendo os 3: Técnico, Veloz e Força. Sendo que o Técnico anula o ataque Veloz, o Veloz o de Força e o de Força o Técnico, e faz com que o ataque anulado no final faço uma quantia de danos quase nula muitas vezes, em vez de fazer 50 de dano faz por exemplo 10/12 imaginem, e se tivermos sido nós a desferir com sucesso ou o nosso monstro a nossa pedra enche de energia, permitindo então usarmos a habilidade de ride em combate, em que montamos o nosso monstro e combatemos como um só, sendo que ganhamos ainda a oportunidade de fazer o ataque de afinidade do nosso monstro que inflige danos de grande nível, os outros dois tipos de confronto é de head on, em que pressionamos A repetidamente para ganhar o confronto, ou de jato, em que ambos os monstros disparam um jato de fogo ou água, ou eletricidade, sendo o jato deles conforme o seu elemento, e rodamos repetidamente o analógico para ganhar o confronto, estes dois dão um grande retorno de energia e fazem uma boa base de danos. No modo Ride não podemos usar habilidades, e é aqui que entra também a energia da pedra, que serve para gastar a usar habilidades do nosso monstro ou nossas, que aprendemos na nossa progressão de nível por XP. O combate em si nas suas mecânicas e na ideia geral de afinidade é mais próxima de Yo-Kai Watch, que pegou em Pokémon e refinou a sua formula, metendo a mesma num jogo com história e side-quests mais próximas de um JRPG tradicional, e é por isso que digo que este MH pegou na fórmula de Yo-Kai Watch e a adaptou, aliás as últimas entradas na franquia Pokémon fizeram o mesmo, pegaram na fórmula melhorada por Yo-Kai Watch e adaptaram à franquia.

De resto temos ainda o estábulo, onde chocamos ovos que apanhamos nas cavernas de monstros, em que descobrimos o ninho do monstro da mesma, e podemos escolher 1 de 4/5 ovos, sendo que quando não ficamos com um perdemos o mesmo, e pegamos em outro, o Navirou cheira o ovo e diz algumas dicas sore o seu cheiro para nos guiar se é um ovo especial ou não, e mais, podemos pelo padrão do mesmo saber que tipo de monstro dos 109 nos vai sair, sendo que mais especificamente o monstro podemos saber pelo seu esquema de cores, existem por norma umas 4/5 cores para o mesmo monstro, e se juntarmos isto ao facto de que alguns têm mais que uma forma, como a Rathian e a Pink Rathian, que são duas formas do mesmo, a nossa busca pelos ovos todos vai ser demorada, e podemos mesmo encontrar partes de ovos e fazer combinações no estábulo e ver o que nos sai. Podemos também combinar genes de monstros através de um ritual que aprendemos, em que podemos dessa maneira reforças genes de um monstro em questão, ou dar-lhe habilidades que por via normal ele nunca teria, como pôr um Rathian a disparar jatos de água, sendo que o monstro de quem tiramos o gene é depois libertado para a natureza. Ainda no estábulo podemos mais tarde reunir pequenos grupos feitos com os nossos monstros que lá estão a aguardar que os ponhamos na nossa party (eventualmente), e enviar os mesmos em quests de busca de materiais por exemplo, é uma mecânica interessante e que serve para dar-mos uso aos monstros que guardamos no estábulo.

Temos ainda um modo online para combater outros riders, basicamente o modo mete-nos e ao nosso monstro a nível 50, e tal como no combate no jogo temos3 corações de vida, e no fim de esgotados (quando ficamos com HP a 0, ou o nosso monstro) perdemos, ou o outro jogador perde, nos combates o nosso monstro pode atacar o/a outro(/a) jogador(a), e nós só podemos atacar o monstro rival, e vice-versa, é um modo simples e animado, servindo para pôr as nossas habilidades de rider à prova. O jogo conta com uma OST relativamente bem animada para o seu espirito alegre e de drama, que se mistura bem com o aspeto geral do jogo, que tem um bom par de cenários até diversificados e coloridos, ambientes de pradaria, neve, montanhas, deserto e vulcânicos, que ganham vida na sua cor, e que contam com uma linha de visão bem extensa, sendo que só os monstros e NPCs é que só quando começamos a ficar mais próximos (não muito) começam a ser carregados no cenário, e na questão dos NPC pode demorar mais um pouco aos seus modelos carregar a aparência, sendo que ficamos com um modelo preto no cenário no curto tempo que esperamos.

Em conclusão este spin-off da série ficou algo bastante fenomenal e interessante, tomando uma forma mais tradicional de JRPG no campo de jogos como Yo-Kai Watch e Pokémon, serve na sua base para nos dar a perspetiva até dos monstros que caçamos com tanta garra na série principal, e mostrar que podem ser uma grande ajuda como aliados. De certo que tanto os fãs da franquia como eu, e os fãs de JRPGs mais ao estilo dos dois que mencionei em cima vão encontrar aqui um jogo bastante interessante, completo e cheio de animação para dezenas de horas (literalmente), e é com muito gosto que digo que recomendo vivamente esta entrada da franquia.

O regresso de Monster Hunter, mas ao contrário do que se esperava não foi o XX (versão definitiva do Generations), mas sim o Monster Hunter Stories, um spin-off da franquia que toma uma abordagem mais ao estilo de JRPG tradicional com toque de do sub-género em que se insere jogos como Pokémon, Yo-Kai Watch, Dragon Quest Monsters e não só. MH Stories mete-nos papel de um Rider, mas é aqui que se perguntam o que é um rider. Muito simples, os riders ao contrário dos hunters, que caçam os monstros do mundo de MH, decidiram tomar outro rumo, e abordam…
Misturem Yo-Kai com Monster Hunter, metam-lhe uma pitada de Pokémon, e têm Stories, uma entrada muito bem vinda na franquia de Monster Hunter, e à qual recomendo até que vejam o anime que surgiu com base no mesmo, fica como una interpretação do jogo muito interessante e animada.
História - 88%
Jogabilidade - 86%
Grafismo - 90%
Som - 84%

87%

Espetacular!

Misturem Yo-Kai com Monster Hunter, metam-lhe uma pitada de Pokémon, e têm Stories, uma entrada muito bem vinda na franquia de Monster Hunter, e à qual recomendo até que vejam o anime que surgiu com base no mesmo, fica como una interpretação do jogo muito interessante e animada.

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Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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