Análise Nintendo Switch – Gunhouse

Um jogo originalmente da Vita, após uns quantos ports chega agora à Switch com tudo o que o jogo tem para oferecer, um jogo que mistura dois géneros que quando bem executados são um verdadeiro vicio, será que a Necrosoft conseguiu encontrar um equilíbrio com ambos numa só experiencia, e será que a mesma na Switch vale a pena?

Gunhouse é um jogo que poderá ser relativamente curto de se completar o modo principal, mas tem um bom valor de replay value, que leva à vontade sem dúvida de se voltar a repetir qualquer um dos dias in-game em que se passa o jogo, explicando melhor isto, o jogo passa-se ao longo de um período de 10 dias in-game, em que os mesmos estão divididos em alturas desse mesmo dia como manhã, final da tarde, ou noite, que acaba a mudar a apresentação do cenário em si um pouco, para além da variação do mesmo com o decorrer dos dias. O objetivo de cada dia é simples, defenderem o vosso reino das forças atacantes que pretendem raptar pobres órfãos.

Vão-se defender contra vagas de inimigos e derradeiramente um boss final que poderá ser por exemplo um cone de gelado gigante, a maneira como funciona o combate é algo ao estilo tower defense, mas combinando puzzler pelo meio, basicamente vocês apresentam-se do lado direito do ecrã com as forças inimigas a vir da esquerda, o combate fica dividido por turnos em que varia entre prepararem a vossa defesa e fazerem o vosso contra-ataque, na altura do contra-ataque é acionarem as vossas defesas, sendo que na hora de as prepararem, vão basicamente jogar um minijogo temporizado, que se fica por formarem blocos de 4 quadrados, que depois arrastam para a esquerda ou para a direita no retângulos de onde eles aparecem, podem ainda formar mesmo blocos com mais quadrados ou expandir o que já têm feito e mesmo preencher todo o espaço de manobra de mistura com um bloco de um só tipo, basicamente estes pequenos quadrados que vão usar para formar 1, são os tipos de armamento que vão ter à vossa disposição, e a diferença entre arrastar o(s) resultado(s) finais para o lado esquerdo ou direito do vosso espaço, varia entre terem armas de defesa a metralhar a vossa oposição com labaredas, ou bolas de neve, entre outros tipos, ou terem ataques especiais prontos a acionar para fazer por exemplo uma chuva de espíritos cair sobre os vossos invasores. Podem no final ter sempre até 3 armas ou 3 ataques especiais, e quando depois de já terem acionado um tipo de arma numa das posições disponíveis, se conseguirem formar mais blocos do mesmo tipo da mesma e acionarem os mesmos na posição dela, vão dar um boost de danos causados.

Isto no fim do dia se calhar eu a tentar explicar posso estar a complicar um pouco a coisa, a realidade é que é um conceito bastante simples de executar de unir 4 por exemplo e ativar no local respetivo que querem usar, claro que não será um passeio no parque inicialmente, vão sentir alguma pressão com o avançar dos níveis, quando a dificuldade aumenta um pouco e o temporizador dos vossos turnos de preparação parece ficar mais curto, mas com o hábito aprendem a executar rapidamente as vossas combinações.  Para além disto tudo podem ainda adquirir upgrades para os tipos de armamento do jogo, e mesmo para o vosso nível de vida em termos de quantos corações têm de HP para aguentar os ataques dos quais são vitimas, tudo isto é adquirido com moedas de ouro que os inimigos que erradicam largam.

Um dos grandes pontos positivos deste jogo para além do seu estilo de jogabilidade em misturar tower defense com puzzler, é sem dúvida a sua apresentação visual, que tem um estilo cartoonesco muito engraçado de se ver, seja durante o desenrolar da ação, seja em todo o cenário de fundo que temos apresentado em ecrã, a ost também é algo animada para o que estamos a fazer, e sem dúvida que isto acaba a ter dos bosses mais engraçados que já vi, e gosto dos pormenores dos mesmos mostrarem danos visuais consoante os danos que já lhes causámos.

No fim do dia se gostam de algum destes dois géneros, em especial de tower defense, Gunhouse é uma experiencia sólida e divertida, para além do modo normal acabam a ter um modo hardcore em que é suposto aumentar um pouco a dificuldade do jogo, pessoalmente não senti assim nada de grandes diferenças, acho que acaba tudo a ter uma boa relação qualidade preço, mas mesmo assim sou capaz de vos aconselhar a talvez esperarem que o mesmo se encontre numa promo, algo até 8€ será mais apelativo para o que o jogo vos oferece no final do dia.

Um jogo originalmente da Vita, após uns quantos ports chega agora à Switch com tudo o que o jogo tem para oferecer, um jogo que mistura dois géneros que quando bem executados são um verdadeiro vicio, será que a Necrosoft conseguiu encontrar um equilíbrio com ambos numa só experiencia, e será que a mesma na Switch vale a pena? Gunhouse é um jogo que poderá ser relativamente curto de se completar o modo principal, mas tem um bom valor de replay value, que leva à vontade sem dúvida de se voltar a repetir qualquer um dos dias in-game em que…
Uma mistura interessantemente bem executada de tower defense com puzzler, em que vão defender o vosso reino dos invasores que pretendem raptar órfãos. Um jogo com um bom equilíbrio entre diversão e desafio, algo que dentro do(s) género(s) em questão que o mesmo oferece, é importante de haver.
Longevidade - 76%
Jogabilidade - 84%
Grafismo - 85%
Som - 82%

82%

Divertido!

Uma mistura interessantemente bem executada de tower defense com puzzler, em que vão defender o vosso reino dos invasores que pretendem raptar órfãos. Um jogo com um bom equilíbrio entre diversão e desafio, algo que dentro do(s) género(s) em questão que o mesmo oferece, é importante de haver.

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Sou aquele gajo que ama RPG's, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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