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Análise PS Vita – Papers, Please!

Se alguma vez pensaram em saber como seria ser um agente de emigração, a verificar documentos e a aprovar e reprovar a entrada de pessoas dentro de um país num ambiente da união soviética em 1982, então Papers, Please! Poderá ser o vosso jogo.

Basicamente saiu a lotaria de emprego de Outubro, e vocês foram escolhidos, de malas feitas, com a vossa mulher, filho, tio e sogra atrás, partem para a vossa nova cidade de residência para iniciarem funções na fronteira do pseudo país de Arstotzka, que acabou de abrir as suas fronteiras. Ao inicio pode parecer tudo simples, e o jogo em si é muito fácil de compreender e move-se a um bom passo, o mesmo passa-se de dia a dia no vosso trabalho e no final dos mesmos recebem o vosso pagamento que irá servir para pagar renda, comprar comida, pagar aquecimento em casa e ainda medicamentos se necessário, para um dos vossos 4 familiares, parece tudo simples até aqui. Em cada dia de jogo recebem por norma instruções, pois em alguns dos mesmos pode ocorrer haver alguma mudança nas vossas normas de funcionamento, ou pode algum tipo de sistema novo ter sido instalado na vossa cabine de trabalho e vocês precisam de saber como usar a mesma, claro que isto são pequenos avisos que aparecem, e têm sempre o vosso manual de instruções de cargo, para vos ajudar nas vossas funções.

Indo às mesmas vão basicamente verificar documentação, os passaportes dos emigrantes, sendo que começam por só deixar pessoas com nacionalidade do país entrar, mas logo no segundo dia começam a deixar entrar emigrantes de outros países mesmo, e passa a ser necessário para além de passaportes terem bilhetes de entrada do dia que for, mais tarde passa a ser vistos, entre outras coisas à parte. A vossa decisão será aprovar ou não a entrada, e vão precisar de verificar a data de validade dos documentos, se o país que os emitiu existe ou se a cidade de emissão consta nas listadas desse mesmo país, pelo que vão aqui usar o vosso manual de que falei, verificar se a foto corresponde à pessoa, se os nomes batem certo, se o motivo de entrada que a pessoa vos diz quando chega bate certo com o que consta no visto, se quando são visitantes políticos se o papel que trazem que os reconhece como tal é válido e por ai fora, vão a certo momento poder executar revistas corporais quando se iniciam atentados na fronteira, interrogatórios e até pedir detenções, mas isso é só algumas das coisas que vão ter de fazer, e fazer corretamente, pois reprovar uma entrada legitima, ou aprovar uma em que os documentos estão errados, expirados, em falta etc…, garante-vos um aviso, e após dois recebidos começam a receber com cada aviso penalizações no vosso pagamento desse dia, não bastasse isto, quando entram em saldo negativo ficam a dever dinheiro ao governo, que se vai traduzir na vossa prisão, e num dos 20 finais possíveis do jogo, também ao fazerem um bom trabalho recebem recompensas como uma placa de reconhecimento para pendurar na vossa cabine com a visita de um inspetor.

Para além destes elementos existem outros que ajudam a dar a esta experiência um nível mais pessoal, e existe quem diga que este jogo acabe a ser uma experiência de critica politica talvez, mas muito sinceramente hoje em dia imaginem, uma pessoa atira um avião de papel ao pé da assembleia, o mesmo voa alto e cai, e a malta diz toda que foi uma critica politica ao governo que caiu em pique por exemplo, quando foi só o raio de um avião de papel que se atirou, a meu ver os elementos que este jogo nos atira como por exemplo um pedido de ajuda de uma rapariga que nos pede que reprovemos a entrada de um homem que ela afirma que lhe vai fazer algo de mau e à irmã, um pedido desesperado de uma mulher que com documentos em falta pede para entrar pois o marido dela aguarda-a para o inicio de uma nova vida, falatório sobre aceitar subornos dos guardas para que comecemos a pedir a detenção de mais pessoas pois isso garante-lhes bónus de ordenado, que eles dizem partilhar connosco, são alguns dos elementos que vos irão fazer mergulhar mais a fundo naquilo que ao inicio não parece ser um jogo que tenha conteúdo para tal, e acaba sim a ser uma viagem um bocado pela vossa consciência, quando todas estas decisões acatam riscos, e têm uma família dependente de vocês no final do dia.

Papers, Please! é um jogo bastante interessante, com um design visual apelativo, controlos de uso rápido com recurso ao touchscreen da Vita, uma catchy theme music, e que se revela ser um pouco mais do que aparenta à primeira vista, e que fica fenomenal em formato portátil a meu ver, dando para ser jogado em curtos espaços de tempo ou sessões mais longas sem problemas nenhuns.

Se alguma vez pensaram em saber como seria ser um agente de emigração, a verificar documentos e a aprovar e reprovar a entrada de pessoas dentro de um país num ambiente da união soviética em 1982, então Papers, Please! Poderá ser o vosso jogo. Basicamente saiu a lotaria de emprego de Outubro, e vocês foram escolhidos, de malas feitas, com a vossa mulher, filho, tio e sogra atrás, partem para a vossa nova cidade de residência para iniciarem funções na fronteira do pseudo país de Arstotzka, que acabou de abrir as suas fronteiras. Ao inicio pode parecer tudo simples, e…
Uma jornada como um agente de emigração, passar os dias de trabalho a inspecionar pessoas e documentos, e a aprovar ou reprovar entradas no país, é mais interessante do que possa parecer, pelo menos num formato de jogo, e neste caso acaba a dar-nos uma experiência que se lança à nossa consciência de uma maneira leve.
Longevidade - 78%
Jogabilidade - 85%
Grafismo - 86%
Som - 76%

81%

Interessante!

Uma jornada como um agente de emigração, passar os dias de trabalho a inspecionar pessoas e documentos, e a aprovar ou reprovar entradas no país, é mais interessante do que possa parecer, pelo menos num formato de jogo, e neste caso acaba a dar-nos uma experiência que se lança à nossa consciência de uma maneira leve.

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Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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