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Análise PS3 – BioShock Infinite

Nos dois anteriores da franquia eramos levados para um mundo subaquático da cidade de Rapture, num pós guerra civil, que deu origem a seres deformados pelo uso excessivo de Adam e Plasmids (Plasmids são os tónicos que nos davam poderes como de soltar raios das nossas mãos, e sendo Adam o que nos permitia adquirir níveis mais poderosos dos nossos plasmids).

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A plot do jogo começa de uma maneira muito familiar, à semelhança de BioShock (o primeiro), vemo-nos no meio do oceano em direção a um farol, prestes a entrar numa jornada para a qual não estávamos preparados, sendo que ao inicio estamos numa pequena embarcação a remos com um homem e uma mulher que vamos encontrar ao longo do jogo, os irmãos Lutece, que são muito mais do que aparentam, basicamente ambos quando falam falam entre si e muito raramente se vão dirigir diretamente a nós para dizer algo, a única coisa que sabemos por um flashback é que temos uma tarefa, que vem pela memória de um acordo que fizemos, “Traz-nos a rapariga e limpa a tua dívida”, e pronto, parece simples, temos de ir a um local buscar uma rapariga para limpar uma divida de jogo, mas esta será sem dúvida uma jornada decisiva para Booker DeWitt.

Não parece nada de mais mas logo ao inicio percebemos que a nossa aventura não vai ser algo dentro dos parâmetros regulares, a começar pelo facto de a nossa tarefa ser na cidade de Columbia, uma cidade nas nuvens, uma visão da mente daquele que é conhecido como o profeta, Comstock, visão concretizada através da ciência claro, pela mente da cientista Rosalind Lutece. A nossa missão é ir buscar uma rapariga chamada Elizabeth, a mesma está presa numa torre, a nossa passagem por este lugar parece algo normal e calmo, num ambiente citadino do início do século 20, de notar que a plot deste jogo é anterior à de BioShock 1 e consequentemente do 2, pessoas simpáticas, umas lojas, mas tudo muda quando chegamos a um evento que está a decorrer, em que é sorteada uma rifa, temos de entender que este era ainda um tempo de grande descriminação, e que portanto pessoas de etnia negra eram vistas como pessoas inferiores, aqui até os Irlandeses são, são dois povos (sendo que um é mais uma etnia/raça em geral) que é vista como mão de obra e seres inferiores, e nesta feira estão a sortear o espancamento de um casal que foi apanhado, de um homem branco e uma mulher negra, e quem tiver o número sorteado pode atirar uma bola de baseball aos mesmos antes de toda a gente, e surpresa surpresa nós somos os vencedores, pois recebemos uma rifa de borla, temos depois a escolha de atirar a bola ao apresentador do sorteio ou ao casal, eu segui com o atirar a bola ao apresentador mas nem chegamos a fazer o ato, pois alguém pega na nossa mão por causa de uma cicatriz que temos na mesma, que pelos vistos é reconhecida na cidade, somos denominados como o falso profeta, uma ameaça à cidade que veio para tentar roubar a pessoa conhecida como the Lamb, isto leva ao caos para cima de nós de um momento para o outro com as forças policiais a caírem-nos em cima, sendo que é aqui a história se começa a desenrolar realmente.

A plot do jogo desenrola-se a um ritmo ideal, e todos os acontecimentos e eventos acabam a fazer sentido, como eventos de um plano muito maior, em breve vamos começar a entender que nem tudo é o que parece, vamos ver-nos envolvidos no meio de uma guerra civil entre as forças do profeta Comstock, e dos Vox Populi que é um movimento revolucionário, e uma parte interessante é que nem todas as secções do jogo vão ser ação constante e de nós a fugir, mas sim com partes calmas em zonas da cidade, onde não somos reconhecidos e podemos andar livremente até certo ponto, algo a puxar o sentido de exploração da nossa parte pelos colecionáveis de áudio por exemplo, ou a apreciar a cidade, onde só se roubarmos algo ou entrarmos numa área atualmente fechada pelos policias é que acabamos a entrar em ação novamente, pois ai os agentes vão-se virar contra nós bem como cidadãos mais corajosos. Isto é algo que ficou feito a um nível excelente e acaba a quebrar aquele sentido convencional de jogos fps, em que temos de estar sempre enfiados em momentos de ação e perigo a toda a hora. A história é fenomenal e de longe a melhor da franquia, com reviravoltas e revelações que por si só se calhar não seriam nada de mais, mas que aliadas a todos os pontos da mesma se tornam algo único.

A jogabilidade é o que se espera desta franquia mas refinado, com novas armas a juntar ao arsenal, ou versões diferentes de armas da franquia, têm todas uma maneira fluida de se comportar no jogo digamos, e dão um nível de escolha tática (enquanto o stock de munição permitir) variada aos jogadores, sendo que quase todas têm duas formas, uma usada pelas forças da autoridade e outra pelos Vox, sem esquecer a isto a habilidade de possuir máquinas de combate tal como nos anteriores, podemos ainda aliar o facto da Elizabeth conseguir abrir buracos conhecidos como tears para outras linhas temporais, podendo assim trazer dessas aliados mecânizados, ou fazer aparecer caixas com mantimentos, coberturas e não só, depois temos o sky hook que nos serve como a nossa arma de combate corpo a corpo/melee, mas que serve um propósito maior, existem linhas férreas aérias pela cidade que servem como meio de transporte a mercadorias por exemplo, mas também com o sky hook podemos navegar por elas, ou saltar para certos pontos dos prédios, para além disto servir como navegação para secções da cidade, serve para chegar a áreas de outra maneira inalcançáveis, também ao fazer a circulação das mesmas podemos usar as nossas armas, e mesmo fazer um ataque aéreo de saltar para cima dos nossos inimigos, o que torna este elemento de jogabilidade ainda melhor e mais interessante.

Por fim em vez de plasmids temos vigors, que vamos obtendo pelo jogo, os mesmos consomem salts que é a forma de energia dos mesmos, e acabam a ser formulas diferentes de alguns plasmids e outros que são novidade, todos eles têm o seu disparo normal digamos e a forma de armadilha, em que se ficarmos a pressionar o R2 podemos lançar uma armadilha do vigor em questão, que quando ativada ao fim de algum tempo ou em alguns casos por inimigos tem uma área de ação maior, de maneira a apanhar vários alvos no seu efeito. Por fim temos também as máquinas de venda, sendo que temos 3, uma de upgrades de armas, uma de upgrades de vigors e uma de consumíveis para restaurar saúde, salts ou munições.

A nível visual o jogo é deslumbrante, os seus cenários e ambientes estão fantásticos, criados com grande empenho, mas de notar que raramente (e se aconteceu mais vezes passou-me ao lado) há uma zona ou outra do cenário que sofre um pouco de carregamento de texturas demorado, pelo que ficamos com um modelo de baixa qualidade no ecrã, felizmente são em pequenas zonas e só se nota se lá estivermos mesmo, não apanhei em nada de grande destaque, e só reparei nisto duas/três vezes, também de notar que o ambiente do jogo acaba a ser mais alegre em muitas partes que se unem com a sua plot, e com uma direção de arte mais reluzente, indo de encontro ao fim ao cabo, à linha de plot, sendo que os dois primeiros da franquia era mais escuros e sombrios, indo também de encontro às suas plots, a nível de banda sonora que nos acompanha ficou muito bem definida para esta aventura, e as sequências de história em tempo real ficaram fenomenais tanto pelo seu desenrolar como pela profundidade e sentimento que o voice acting dos atores nos transmite.

No fim do dia recomendo este título a quem tenha gostado dos anteriores e mesmo a quem procure um fps único com uma plot fenomenal, jogabilidade de topo, e ambiente fantástico, sendo que não precisam de jogar os dois primeiros para poder pegar neste a não ser que queiram reconhecer uma pequena área que passamos no final do jogo, mas que não tem nenhum momento de plot realmente decisivo ou que seja necessário saber algo, ficando simplesmente como um momento que muitos vão reconhecer estar a passar em Rapture, mas nada de mais. Um grande trabalho por parte da Irrational Games.

Análise DLC – Burial at Sea Epi.1

Nos dois anteriores da franquia eramos levados para um mundo subaquático da cidade de Rapture, num pós guerra civil, que deu origem a seres deformados pelo uso excessivo de Adam e Plasmids (Plasmids são os tónicos que nos davam poderes como de soltar raios das nossas mãos, e sendo Adam o que nos permitia adquirir níveis mais poderosos dos nossos plasmids). A plot do jogo começa de uma maneira muito familiar, à semelhança de BioShock (o primeiro), vemo-nos no meio do oceano em direção a um farol, prestes a entrar numa jornada para a qual não estávamos preparados, sendo que…
Um jogo excelente por parte da Irrational Games, gostava de ver mais histórias no universo de BioShock e espero que um dia voltem a pegar na franquia, mas tenho de dizer que espero que sejam eles a fazê-lo, ou que pelo menos que quem o faça saiba o que está a fazer, pois este Infinite será extremamente difícil de superar
História - 98%
Jogabilidade - 92%
Grafismo - 88%
Som - 90%

92%

Fantástico!

Um jogo excelente por parte da Irrational Games, gostava de ver mais histórias no universo de BioShock e espero que um dia voltem a pegar na franquia, mas tenho de dizer que espero que sejam eles a fazê-lo, ou que pelo menos que quem o faça saiba o que está a fazer, pois este Infinite será extremamente difícil de superar

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Sou aquele gajo que ama RPG's, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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