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Análise PS3 – Fallout: New Vegas

E nesta altura de Halloween que jogo melhor para analisar (e sou suspeito pois sou grande fã da franquia Fallout, em especial do 2), que o Fallout New Vegas, a versão de PS3, ou de consolas se preferirem, pois os problemas que assolam uma versão, assolam a da Xbox 360 segundo sei. E porque digo eu que é o jogo ideal? Podia ser pelo simples facto de que a franquia Fallout sempre tocou um pouco (tal como a do Gears of War por exemplo que também analisámos) na parte do horror, com ambientes negros e sombrios, e inimigos como os Ghouls, Ferals, e Super Mutants, que nos podiam fazer alguns arrepios, em especial no 3 e no New Vegas, naqueles ambientes mais fechados, mas infelizmente estes não são o que me provocou sustos reais no New Vegas, não senhor, e mais em baixo podem descobrir o que me fez sempre saltar do sofá/cama/cadeira, cada vez que jogava este jogo.

Antes de ir à questão anterior vamos falar do geral do jogo, em termos de plot é muito simples, somos um moço de entregas de mensagens, ou encomendas, e quando vamos entregar uma encomenda somos alvejados, mas um robô misterioso salva-nos e leva-nos ao médico da pequena vila junto à qual ele nos ajuda, e a partir dai começa a nossa aventura de descobrir quem nos fez aquilo e se quisermos melhor, o porquê. Isto é o inicio da história principal do jogo que nos vai levar a algo muito maior, e mais extenso, e pelo caminho como é regular num RPG, e regular na franquia Fallout, temos várias side-quests. A história principal em si está boa, e dá-nos a certo ponto a escolha entre seguir o caminho de uma das 4 fações principais possíveis, e é aqui que entra em ação um sistema que já existiu no Fallout mas que tinha sido posto de parte nas entradas entre o 2 e este, o sistemas de reputação de fações digamos.

Apesar de não podermos juntar-nos a nenhuma, e pelo caminho podermos sim chegar ao ponto da plot em que temos de nos aliar a 1 de 4 aliados possíveis, que vão afetar a nossa reputação com fações do jogo, em especial a dos outros 3. O sistema de reputação, é simples, se ajudarmos certas fações ficamos bem vistos aos seus olhos, o que resulta em que npc’s dessas mesmas fações, não nos atacam ou prejudiquem, e chega mesmo ao ponto de por exemplo com duas delas podermos chamar reforços quando estivermos a precisar de ajuda. Neste caso essas duas são a NCR (New California Republic, que fazem o seu grande regresso na franquia principal), estes são a força de autoridade da California no mundo de Fallout, mas nesta aventura que se passa em Nevada (na zona de Las Vegas), existe a Legion, que é basicamente uma seita digamos que pretende tomar conta de Las Vegas numa fase inicial, liderada por Caesar (por esta altura notaram que sim…Romanos), eles são basicamente uma fação que segue costumes Romanos e são temáticos a eles, e o jogo basicamente resume-se ao grande conflito entre a NCR e a Legion, pelo meio entram mais dois top players de Las Vegas, em que um deles tem um grande impacto na vida do nosso personagem. Quanto as outras fações temos uma que é uma tribo mais bárbara chamada Khans, e uma de raiders, bem como uma que é temática ao Elvis, mas que eles nem sabem o nome dele, e temos também o sistema de reputação para locais do jogo, como a zona do Strip de Las Vegas, que consoante as nossas ações, lá está, vai definir se a mesma é positiva ou negativa.

Quanto à jogabilidade resume-se a ser a mesma coisa que no Fallout 3, embora a Obsidian tenha reintroduzido o sistema de reputação, e atenção que isto é aparte do sistema de Karma, pôs também uma novidade à franquia, a possibilidade de apanhar alimentos e cozinhar os mesmos em fogueiras que encontramos na Wasteland, e pôs também miras reais nas armas, ou seja quando fazemos o focus da mira digamos, para apontar melhor, aquilo não faz um zoom como no 3, mas mete-nos a olhar pela mira da arma, mas temos também a possibilidade de ligar um outro sistema, o modo Hardcore, atenção que isto não tem nada a haver com a dificuldade que escolhem para o jogo, podem ter o Hardcore ligado nas opções e estar a jogar em fácil, este modo simplesmente introduz uma perspetiva mais real ao jogo, pois assim temos de fazer 3 coisas essenciais para o nosso personagem se manter saudável, comer, beber água e dormir, pois se não o fizermos ele começa a sofrer consequências, e se partirmos algum membro do corpo, só um médico ou o item Doctor’s Bag nos pode curar totalmente.

Falando da Wasteland de New Vegas, posso dizer que é um sitio vasto e lindo de se ver, e com muitos locais para explorar, num dos locais do mundo do New Vegas podemos experimentar/ver mesmo uma tempestade de areia, e algo bem nice, e temos também muitas outras coisas interessantes para ver, personagens com quem falar, situações para resolver, etc…, o problema é que a jogar uma das duas versões de consola, nem vamos conseguir aproveitar a Wasteland como deve ser, e em baixo vão ler porquê. Quanto à seleção musical das rádios do jogo, resume-se praticamente tudo à temática de country music que se gostarem é bom, se forem como eu que não gosto muito, então vão passar o jogo com o rádio desligado basicamente, mas não deixa de ter boas seleções de músicas atenção.

Agora indo ao fundo da questão, não recomendo a ninguém as versões de consola do New Vegas, se o querem jogar, peguem nele no vosso PC, e isto porquê? Todos sabemos que os jogos da Bethesda têm problemas nas mecânicas de jogo nas suas versões de consola, em que o jogo começa a sofrer à medida que exploramos cada vez mais o mundo do jogo, e à medida que descobrimos e fazemos mais quests podemos ver o ponto critico a que estamos a chegar ao observar o nosso save do jogo, já cheguei a ter um save com 10Mb do New Vegas e era um pesadelo, e isto acontece no Fallout 3, embora no mesmo tenha tido saves com 10Mb e o jogo corria bem, não tive nenhum problema, só quando instalei os DLC é que ocasionalmente me acontecia alguma coisa de o jogo ganhar “lag” ou sofrer um travamento, mas era muito raro mesmo com os DLC, o Oblivion segundo parece sofre disto também, já o Skyrim sofre muito pelo que li, mas com patches muitos destes problemas foram resolvidos, embora eu a jogar sofra de vez em quando um travamento, mas digamos que em 4 meses (+-) de jogo, sofri uns 2/3 travamentos nele, a questão com o New Vegas é que o jogo está super instável, se for preciso à medida que vão avançando no jogo, podem chegar ao ponto de entrarem nele, e ainda nem 1 minuto têm de sessão e o jogo já está a sofrer pequenos travamentos (lag), de 5 em 5 segundos, até que leva um travamento completo em que têm de forçar a consola a desligar-se, isto é super mau, pois pode provocar danos no HDD da consola, ou na mesma.

Isto pode chegar ao ponto (tal como referi), em que o jogo é impossível de jogar, algo que ajuda é eliminar os dados que o jogo instala no HDD da consola, mas não resolve o problema, pode deixar o mesmo mais estável, sofrendo algum “lag” ocasional, mas que vira regular, e eventualmente chega a um ponto que fica algo próprio do jogo mais uma vez a acontecer de 5 em 5 segundos, e tenho muita pena que isto aconteça. O New Vegas é um jogo belo que tem muito para ver e explorar, e que merece ser visto e explorado, mas assim desta maneira torna-se praticamente impossível, e a única coisa que salva a nota de jogabilidade (e em jogabilidade nós tentamos sempre incluír todas as mecânicas quando vamos a atribuir a nota de cada jogo) nesta análise é as mecânicas de jogo que foram introduzidas, e reintroduzidas, e a jogabilidade base que vem do Fallout 3, porque se fosse pela estabilidade do jogo a correr, digamos que bem que estava condenado a um belo 3%.

E nesta altura de Halloween que jogo melhor para analisar (e sou suspeito pois sou grande fã da franquia Fallout, em especial do 2), que o Fallout New Vegas, a versão de PS3, ou de consolas se preferirem, pois os problemas que assolam uma versão, assolam a da Xbox 360 segundo sei. E porque digo eu que é o jogo ideal? Podia ser pelo simples facto de que a franquia Fallout sempre tocou um pouco (tal como a do Gears of War por exemplo que também analisámos) na parte do horror, com ambientes negros e sombrios, e inimigos como os…
É uma pena mesmo o jogo ser tão instável, ao ponto de não ser possível jogar, e isto determina a nota final de Jogabilidade atribuida, e tirando esta problema de grande impacto, o jogo é algo belo com muito para se ver, e explorar, e sistemas que voltam do Fallout 2 que são excelentes.
História - 90%
Jogabilidade - 35%
Gráficos - 82%
Som - 90%

74%

Instável....

É uma pena mesmo o jogo ser tão instável, ao ponto de não ser possível jogar, e isto determina a nota final de Jogabilidade atribuida, e tirando esta problema de grande impacto, o jogo é algo belo com muito para se ver, e explorar, e sistemas que voltam do Fallout 2 que são excelentes.

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Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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