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Análise PS4 – Ben 10

Sabem quando jogam algo direcionado a adultos mas que vos trata como uma criança e com facilitismo? Pois…e sabem quando um jogo é feito direcionado aos mais novos mas que mais parece que foi feito para crianças de 3 anos o fazerem? Não sabem? Então simples, têm Ben 10 (2017) como exemplo agora.

Não sei porquê mas já esperava algo mau, dei o beneficio da dúvida, pensei que talvez fosse ser interessante apesar de não gostar da série atual, onde este jogo é baseado, e na altura da original ter visto e a mesma tinha uma aproximação mais para adolescentes e era muito mais interessante em termos de design visual e de histórias, sempre achei que talvez fosse ser um jogo divertido, mas a realidade é que o jogo está algo que parece que foi praticamente feito para crianças abaixo dos 6 anos por exemplo e não a partir dos 7 anos, e disse que esperava algo de mau, pois quando a Namco que é a publicadora deste título nem se dá ao trabalho de o publicitar muito ou nada mesmo até, uma pessoa começa a adicinhar algo.

O jogo dá-vos uma linha de plot muito básica, nada de mais, com uns diálogos entre o Ben, o seu Avô Max, e a Gwen, basicamente a apresentar as situações que ocorrem e durante o decorrer das mesmas, e a trocar algum diálogo com os bosses, isto após um tutorial inicial muito básico que só vos ensina a saltar e bater com o quadrado basicamente, deixando de parte coisas como o contra-atacar, a primeira parte do jogo é apresentada de rompante, em que o palhaço Zombozo está a tentar sugar a felicidade das pessoas e só Ben o pode parar, isto é feito em cutscene e é algo bastante simples e rápido, e pouco conteúdo em termos de apresentação de plot há, sendo o foco direcionado à jogabilidade. Gostaria de dizer que a plot simples do jogo basta, mas falta-lhe conteúdo, apesar de até ficar algo engraçado de se ver, acaba a ter algumas falhas que se ligam à jogabilidade, como por exemplo as 10 formas de Aliens do Ben (que não estão logo disponíveis por completo), vão sendo desbloqueadas ao longo dos 6 níveis do jogo, sim leram bem 6 níveis, mas a maneira como elas são desbloqueadas não se ligam a nenhuma necessidade com intro de custscene, como acontecer uma situação que só aquela forma pode ultrapassar no cenário, que poderia ocorrer visto que algumas das formas interagem com secções do cenário para ultrapassar obstáculos, como o Four Arms arrancar portões, ou o Diamondhead criar uma coluna de diamante debaixo dos seus pés para se elevar a um local, mas simplesmente não acontece e poucos sãos os personagens que têm este tipo de interações com o cenário, até esperava que apesar de este ser um beat ‘em up, que houvessem secções do tipo platformer para o Grey Matter, em que o mesmo encolhia e passava por tubagens ou algo do género, mas não, a interação do Grey Matter com obstáculos de passagem no cenário, ficam condicionados a pequenas portinholas que como são baixas só ele as pode passar e vos leva a outra secção regular do cenário, nada mais.

Os 6 níveis são curtos, curtos de mais até, com uma base a serem feitos entre 12 a 22 minutos, sendo que no total no espaço de menos de 3h o jogo está feito, para algo que vem marcado com o preço de 40€ é realmente um nível de exploração a outro nível da carteira dos jogadores, e do sucesso da série atual com os mais novos, que encontram aqui uma experiência que goza com as capacidades mentais deles sem dúvida, apresentando-se com uma jogabilidade tão simples a todos os níveis, que mais um bocado e o jogo era QTE’s. A movimentação do Ben seja em forma de humano ou em qualquer um dos Aliens, é lenta, não parece normal, aliás o único que se mexe a algo considerado normal e tem uma velocidade de ataques mais regular é o XLR8, o alien acelera do Ben, os inimigos também não se apresentam com grande desafio apesar de para a zona final do jogo já se notar que puxa um bocadinho mais, e parece que era aqui que o jogo se iria começar a desenvolver mais e a tornar-se um desafio, porque em si como disse tem 6 níveis divididos por 3 zonas, ou seja 2 níveis por zona, um normal e um a acabar com batalha de boss, sendo que a primeira parte do jogo é ligada a atividades malévolas do Zombozo, e tem um setting urbano citadino, a segunda leva-nos para uma lixeira e mete-nos no encalce da Queen Bee que raptou o Avô Max, a Gwen e outros humanos, e a terceira que a final nos leva para a floresta em eventos ligados aos Weatherheads que estão a perturbar as condições meteorológicas do planeta.

Existe por acaso uma ligação sublime entre as passagens de uma trama para a outra, mas no final do dia sente-se a plot dada deficiente de conteúdo, e apesar de haver umas piadolas de humor como se vê na série, digamos que se nela apesar de eu não gostar da mesma, reconheço-lhe valor de interesse nas suas aventuras, e que é capaz de divertir, mas aqui é pobre e fraca, e acho engraçado que exista um aumento ligeiro de dificuldade no combate de zona para zona, sendo os dois níveis finais os mais desafiantes, mas apesar disto as batalhas de boss são uma piada autêntica, sem qualquer desafio real, nem sequer para uma criança de 7 anos, aliás a produtora do jogo, Outright Games acaba até a gozar com toda esta situação, pondo 6 troféus, que são basicamente de completar cada nível em menos de 15 minutos. O combate é super simples, atacam com quadrado, o circulo usa a habilidade especial de cada Alien, o Heatblast por exemplo faz uma explosão de fogo, e o Cannonbolt por exemplo enrola-se numa bola e sai disparado a rolar em direção aos inimigos, sendo que estes ataques especiais têm 3 barras de energia que gastam e regeneram com cada ataque regular desferido com sucesso, podem contra atacar ataques de inimigos com o triângulo quando aparece o símbolo para tal (e têm tempo de sobra para tal), e ao combaterem e contra atacarem com sucesso, enchem o Omnitrix de energia, para solta o Super Ataque Especial do Alien que estiverem a usar com o R2, que desencadeia uma animação, e o botão L2 abre o menu do Omnitrix para escolherem que Alien querem usar, ou se querem voltar à forma do Ben. Podem ainda comprar 3 upgrades para cada alien, com pontos de energia que recolhem de esmagar objetos do ambiente como caixas, caixotes do lixo, de derrotarem inimigos, etc… Têm ainda colecionáveis no jogo, na forma de 3 cartas colecionáveis em cada nível com base na franquia Sumo Slammers que existe dentro do universo de Ben 10, sendo que depois há zonas em certos níveis que só conseguem aceder após ter um certo Alien, onde se escondem estas cartas por exemplo.

Têm também um pequeno sistema de hub, na forma de uma zona de acampamento pequena, com zona com dois bonecos de treino, uma zona com um ponto de compra de upgrades, a Rust Bucket onde podem selecionar o nível que querem jogar depois de desbloqueados, e mais nada. Eu para mim o jogo não está como algo finalizado e seria para ter mais desafio e mais aventura, e digo isto pelo aumento gradual de dificuldade que vai havendo de zona para zona, e se na primeira os inimigos só aparecem em zonas especificas do cenário, o que o torna um beat ‘em up pobre à partida, já na segunda as zonas de aparição são mais comuns, e na terceira aparecem inimigos por quase todo o cenário, vai havendo uma evolução gradual, e é uma pena não ter havido mais, e não terem introduzido mais aventuras no jogo com base nas da série de TV.

Visualmente o estilo cartoonesco assenta bem, incorporando o estilo visual da série de TV, e fica bem conseguido para a experiência, o problema vem na forma das cutscenes, onde se tem modelos pobres de personagens que mereciam mais atenção como a Gwen e o Avô Max, e mesmo o Ben que se nota diferenças entre o modelo com que podemos jogar e usar em combate até, e o que vemos nas cutscenes, que quase nem linhas faciais têm a certo ponto. O voice acting lá salva alguma qualidade do jogo mas não o suficiente para o trazer à tona, ao menos alguma coisa ficou minimamente bem feita até neste jogo.

Em resumo para um jogo de 40€ encontram aqui algo que devia valer 5€, um jogo feito só porque sim, e com o objetivo de agarrar os mais novos que seguem a série de TV, com uma plot pobre, jogabilidade demasiado simplificada e sem desafio real, e uma experiência que pode ser feita em muito menos de 3h, a nova jornada de Ben 10 nos videojogos é uma desgraça ao nome da série atual de TV, e à franquia em si, e o mais frustrante é que a jogar o jogo, temos cenários engraçados de andar e explorar em busca de pontos de energia, e é divertido andar a controlar os Alien, mas depois quando chega ao momento da verdade em combate, lutas de boss, plot, longevidade, número de níveis, a mecânica de movimento (,que acaba a ser um pouco irritante o sentimento de lentidão das personagens), e não só, toda esta experiência que podia ter pernas para andar e até valer um pouco mais que 40€, cai a pique, e nem numa promo super generosa sou capaz de recomendar que o comprem, como fã do Ben original, e no ato de achar que este jogo com base no atual podia ser algo fenomenal, sinto-me derradeiramente desapontado.

(Têm quase metade da plot mostrada no trailer)

Sabem quando jogam algo direcionado a adultos mas que vos trata como uma criança e com facilitismo? Pois…e sabem quando um jogo é feito direcionado aos mais novos mas que mais parece que foi feito para crianças de 3 anos o fazerem? Não sabem? Então simples, têm Ben 10 (2017) como exemplo agora. Não sei porquê mas já esperava algo mau, dei o beneficio da dúvida, pensei que talvez fosse ser interessante apesar de não gostar da série atual, onde este jogo é baseado, e na altura da original ter visto e a mesma tinha uma aproximação mais para adolescentes…
Sinceramente não tenho mais nada a dizer, uma desilusão como jogo, experiência, acaba a menosprezar as capacidades dos mais novos, e é um insulto à personagem do Ben 10.
História - 56%
Jogabilidade - 54%
Grafismo - 57%
Som - 60%

57%

Desapontante!

Sinceramente não tenho mais nada a dizer, uma desilusão como jogo, experiência, acaba a menosprezar as capacidades dos mais novos, e é um insulto à personagem do Ben 10.

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Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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