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Análise PS4 – Black Mirror

O remake de um clássico de 2003, Black Mirror um jogo de mistério, drama e o oculto, à partida é daqueles jogos que teria tudo para dar remake de excelência, ainda mais dentro do género point n’ click, nunca joguei o original e estava otimista quanto a este remake, mas infelizmente o meu entusiasmo começou aos poucos a ir-se à medida que avançava no jogo em si.

Na história somos David Gordon, da casa dos Gordon, que viaja até à Escócia em direção às propriedades da sua família, isto pela primeira vez, em direção à mansão onde têm habitado gerações da mesma, tudo isto porque o seu pai faleceu, assassinado na propriedade, enquanto procurava algo, sendo que muitos acreditavam que ele era lunático, ainda mais quando falava em visões/aparições que mais ninguém via. São poucas as personagens que encontramos na mansão ou na propriedade, maioritariamente empregados ou cuidadores da propriedade, nada demais, para além disso temos ainda a sua avó e um primo, são praticamente todos apreensivos logo desde o inicio, e sentem-se incomodados com a sua presença, ainda mais escondem mais informação do que a que revelam, especialmente sobre o que ocorreu com o pai de David, que com o decorrer da nossa jornada descobrimos que muito mais se passa por detrás de todo este mistério, em especial com o envolvimento do falecido avô de David, Edward Gordon, a relação do mesmo com o pai de David, e sobre um mistério vindo do mundo dos mortos, que envolve Edward e uma misteriosa mulher.

Em termos de plot temos aqui um bom setting e o seu desenvolvimento acaba a ser bastante interessante, sentimo-nos num ponto em que queremos realmente desvendar o que vem a seguir, e isto como devem de imaginar é um fator bastante importante para um jogo deste género, juntem-lhe um voice acting fenomenal, e várias curiosidades espalhadas pela mansão dos Gordon como quotes de certos livros de Sir Edgar Allan Poe, e não só, e acabam a ter uma experiência que poderia ser mais bem desempenhada do que aquilo que na realidade foi. Apesar do voice acting fenomenal, a animação das personagens durante falas em termos de expressarem emoções é praticamente inexistente, parece que estamos a ver dois ou mais tijolos a falarem uns com os outros, não há qualquer sinal de vida nos personagens, também existem certas interações que é suposto acabar por afetar o desenrolar da história em ramificações alternativas, como o nível de relação que vamos ter com um dos personagens, ao escolher mentir-lhe ou contar a verdade em certos pontos da história, infelizmente isto quase ou nenhum impacto acaba a ter e fica simplesmente como uma curiosidade para um desenrolar diferente da cena que se estiver a passar na altura.

Fossem estes os únicos problemas com Black Mirror, mas vai além disto. Como devem de imaginar este é um jogo que requer bastante movimentação, e posso desde já dizer que as câmeras têm ângulos fixos que não podem movimentar, mas sim deslocar um pouco o campo de visão, parecia que estava a jogar algum dos clássicos de Resident Evil, ainda mais com certas atmosferas que o jogo nos lança mais sombrias, mas é aqui que ocorre mais alguns dos problemas, apesar de ser interessante a atmosfera que este tipo de jogabilidade lança, devo dizer que foram um bocadinho longe demais e realmente até na movimentação de David parece que estamos a jogar RE1 por exemplo, não estou a brincar, e fica pior porque nem podemos fazê-lo correr, o seu andar é lento, pesado demais, e desastrado quando chega alturas que temos de o virar em outra direção, juntem a isto que vão ter de fazer muito exploração, tal como disse, e vão encontrar uma experiência frustrante, ainda mais quando o desenrolar dos eventos do jogo não têm qualquer tipo de pista aparente, ou seja para desencadearem eventos seguintes, têm realmente de fazer ações especificas, portanto imaginem, não existe mesmo qualquer tipo de hints, se precisarem de abrir uma fechadura, em altura nenhuma vão receber alguma hint sobre onde poderão talvez encontrar algum utensílio, e não fosse já esta questão, que até poderia ser ignorada a meu ver e vista como parte do desafio da experiência, quando realmente encontram algo que poderá ser usado, não ouvem nenhum comentário do David sobre o seu possível uso por exemplo, ou seja um puzzle/enigma um pouco mais complexo que talvez devesse demorar 20/30 minutos a fazer, pode comer-vos quase 1h, convosco a vaguear pelos corredores e salas da mansão e não só em busca de tudo com o que possam interagir, juntem-lhe o desastroso sistema de movimentação e bem….acho que conseguem imaginar o filme.

Mas existe algo em que este jogo realmente prima para além de uma linha de plot interessante, no departamento visual, todos os cenários estão fabulosos, com um detalhe tremendo, também os modelos dos personagens se notam feitos com cuidado, e não fosse a questão das animações das expressões faciais, seriam de igual qualidade. Existe tanto detalhe e qualidade notável nos cenários, objetos, etc…, que vão ficar admirados, admirados de ver que como pode este lado conseguir tanto, e o departamento de jogabilidade do jogo ficar tão desastroso, leva-me ao ponto de se isto era um jogo de talvez low budget, podiam ter cortado um pouco na parte visual e investido mais na jogabilidade, teriam uma experiência mais equilibrada em todos os pontos, a isto junto ainda problemas técnicos no jogo, que nem sei pelo que são causados, só sei que quase desistia de fazer esta análise devido ao jogo me crashar com frequência, e de notar que o joguei com um patch que foi lançado, ou seja, das duas uma, ou o jogo já veio com problemas técnicos, ou ganhou-os do patch, ou então já os tinha e o patch redúzio os mesmos mas não resolveu, ou não resolveu de todo.

Sou fã de jogos point n’ click, e fã de jogos com atmosferas sombrias sem dúvida, mas muito sinceramente não sou capaz de recomendar Black Mirror a ninguém, nem em promoção, não no seu estado atual, talvez resolvem com futuros patches, mas duvido, por isso o melhor que posso dizer é para se manterem afastados dele, que a única coisa que acaba a puxar a nossa pontuação final para cima neste jogo é mesmo o departamento visual e sonoro, porque de resto e em especial no de jogabilidade é sempre a descer….a pique.

O remake de um clássico de 2003, Black Mirror um jogo de mistério, drama e o oculto, à partida é daqueles jogos que teria tudo para dar remake de excelência, ainda mais dentro do género point n’ click, nunca joguei o original e estava otimista quanto a este remake, mas infelizmente o meu entusiasmo começou aos poucos a ir-se à medida que avançava no jogo em si. Na história somos David Gordon, da casa dos Gordon, que viaja até à Escócia em direção às propriedades da sua família, isto pela primeira vez, em direção à mansão onde têm habitado gerações…
Um jogo lastimável no estado atual que está, frustrante e derradeiramente aborrecido devido à sua jogabilidade, não o recomendo a ninguém.
História - 64%
Jogabilidade - 34%
Grafismo - 75%
Som - 83%

64%

Desastroso!

Um jogo lastimável no estado atual que está, frustrante e derradeiramente aborrecido devido à sua jogabilidade, não o recomendo a ninguém.

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Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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