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Análise PS4 – Cities: Skylines

Cities: Skylines chega às consolas numa edição completa, e fica a questão de como um jogo de construção e gestão de cidades, um sim builder para ser mais preciso, se sai nas consolas. Nós tivemos o prazer de poder analisar a versão PS4, e apesar se para mim este género de jogos e mais RTS serem por definição experiências mais adequadas para um PC, devo dizer que fiquei surpreendido com a prestação do mesmo.

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Neste jogo e como em qualquer um do género por norma vamos ser postos no papel de presidentes da câmara de uma cidade, cidade essa que podemos nomear e escolher um dos locais/regiões na qual iniciar, podemos ainda escolher começar com dinheiro infinito e todas as construções desbloqueadas, ou escolher a rota normal de gestão e desbloqueio por aumento da população, a isto junta-se que a expansão da cidade é acompanhada pela possibilidade de podermos adquirir mais terrenos em volta do nosso inicial, sendo que temos um limite. Vamos fazer o nosso papel e tudo começa com a construção de vias rodoviárias básicas com ligação a uma autoestrada numa extremidade do nosso terreno, isto para criar rotas de mercadoria e turismo, acesso a que possamos ter industria de exportação por via rodoviária e vinda de turismo mesmo e quem sabe trabalhadores de fora. Um dos passos seguintes é definir, preenchendo as áreas laterais às estradas, pintado quadrado a quadrado (que são áreas quadriculadas), ou preenchendo com um pincel, que tipi de zona vai ser, se vai ser industrial (fábricas, armazéns, etc…), se vai ser residencial, comércio local, e mais para a frente zonas de escritórios e não só, sempre de notar que a mais importante é residencial, sem trabalhadores para ocupar postos de trabalho não vai adiantar ter comércio local e industria fabril por exemplo, nem sequer vai haver um fluxo económico de produção e compra para sustentar as mesmas, o que vai levar a falta de trabalhadores e banca routa das empresas, ou seja falência das empresas, p que gera edifícios abandonados, o que leva a não haver sustentabilidade na nossa cidade, levando a um fluxo de despesas superior aos ganhos e por fim a não haver maneira de manter a cidade a funcionar, e isto é só um dos vários pontos sobre este jogo, a nossa cidade se for mal cuidada pode ir abaixo por muitos motivos, doença, poluição, etc…, tudo pode levar à morte da população, a um fluxo de despesas superiores aos ganhos.

É preciso avançar cada passo devagar e analisar bem o que se faz, pensar bem na estrutura que queremos dar à nossa cidade, assegurar um abastecimento de água e sistema de esgotos seguros, assegurar abastecimento de eletricidade e combustível para manter as estações de energia a funcionar, e usar mesmo formas de energia alternativas para ajudar a aliviar a tensão sobre as estações, criar meios de transporte públicos para reduzir trafego e ajudar a assegurar rotas de importação e exportação desimpedidas. Para analisar também os problemas e descontentamentos da população vamos ainda tendo um pop up de feed que mais parece uma rede social, também vamos tendo ícones sobre casa, estabelecimentos, etc…, que quando selecionamos o mesmo com a ferramenta de informação nos diz um pouco sobre o que se passa, fora as infos normais sobre o edifício em si, ou seja isto tudo aliado às ferramentas de gestão de orçamento de recursos mensais em tempo de jogo como de orçamento para energia, abastecimento de água, forças de segurança pública, saúde, recolha de lixo, etc…, impostos, informação gráfica da cidade como o desemprego, número de habitantes, fluxo de crescimento, o número de construções e serviços que podemos providenciar, dá-nos uma experiência bem introduzida e conseguida de gestão de uma cidade, embora ache que não iria magoar ninguém haver alguns tutoriais para aprendermos mais sobre a gestão no jogo, e maneiras viáveis de gerir uma pequena, média e grande cidade, pois vai haver muita tentativa e erro, também o sistema de fast foward podia funcionar um pouco mais rápido, pois a velocidade máxima do mesmo continua a ser o mais comparável a uma normal com alguma aceleração mas não muita, um outro ponto que achei interessante foi o podermos definir distritos na nossa zona, ou melhor concelho para dizer bem, também depende da dimensão da vossa mega cidade ou das vossas cidades, podem criar uma ou fazer várias até com a expansão ao adquirir terrenos em volta, ainda de notar que o jogo está em Português, traduzido em todos os seus textos.

No meio disto tudo e de tanta agitação uma das coisas que sabe bem a valer é o carregar no touchpad para ver os ícones e hud do jogo a desparecer e ficamos só nós, e a paisagem do jogo em si, ver a nossa cidade a mexer, com vida, as fabricas a funcionar e em especial à noite é algo bem fenomenal e interessante, ainda mais fazer zoom e ver pessoas e carros a andarem, as árvores a mexer, ver a vida acontecer digamos assim, nada bate esse sentimento neste jogo, pelo menos até começar um fogo aqui e ali, e os desastres a acontecer. A jogabilidade foi bem adaptada, embora se note algumas falhas aqui e ali, como às vezes para selecionar uma construção que queremos demolir quase desistimos e a deixamos de pé, felizmente é algo raro, de resto podia ter havido uma melhor precisão na construção de estradas, gostava de poder curvar bem e à minha vontade as mesmas, mas é algo quase ao calhas por decisão do jogo em si aqui, mas de resto nada a apontar e posso dizer que foi bem conseguido. A nível de som é um aspeto fundamental, e devo dizer que Cities: Skylines entrega mais realismo a este nível, os sons da cidade, dos carros, até de quando aproximamos a câmara de um edifício a arder, o som das chamas, foram bem conseguidos e ajudam a uma experiência mais imersiva.

Em conclusão para quem gosta de do género e procura algo na PS4 esta será a escolha ideal, mas também de salientar que não têm muita escolha, para além deste só me ocorre Tropico, mas não vão ficar desapontados. Cities: Skylines entra no mundo das consolas e é de pé direito, e traz consigo um grande desafio a puxar pelas nossas capacidades de gestão sem dúvida.

Cities: Skylines chega às consolas numa edição completa, e fica a questão de como um jogo de construção e gestão de cidades, um sim builder para ser mais preciso, se sai nas consolas. Nós tivemos o prazer de poder analisar a versão PS4, e apesar se para mim este género de jogos e mais RTS serem por definição experiências mais adequadas para um PC, devo dizer que fiquei surpreendido com a prestação do mesmo. Neste jogo e como em qualquer um do género por norma vamos ser postos no papel de presidentes da câmara de uma cidade, cidade essa que…
Diversidade - 84%
Jogabilidade - 80%
Grafismo - 86%
Som - 85%

84%

Desafiante!

A vossa oportunidade de construir a vossa cidade de sonho, com uma boa mão de recursos à vossa disposição e sistemas de gestão de cidade, a vossa tem tudo para ganhar vida e tornar-se um marco no mundo de Cities: Skylines.

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Sou aquele gajo que ama RPG's, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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