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Análise PS4 – Oure

Uma viagem que se pretende ser talvez espiritual, Oure, um jogo da Heavy Spectrum (mais conhecidos pelo remake de Shadow of the Beast), apresenta-se como um jogo dentro da temática de jogos como Journey, Flower, AER, e Abzü até, um tipo de jogos que a meu ver parecendo que não é pouco explorado (pelo menos nas consolas). É uma experiência agradável de se jogar mas será que tem vazão para se aguentar junto a outras experiências semelhantes?

A plot não há muito para dizer quase que não existe, mas essa não é a questão, é mais o facto de não ser algo que dê um impacto no jogador, por exemplo consigo lembrar-me em como Flower era um jogo tão simplístico nesta questão mas que ao mesmo tempo o pouco ou nada que pudéssemos considerar de direção argumentativa que o jogo tinha, era algo que nos ajudava a criar alguma emoção no jogo em si aliada ao resto da experiência, aqui temos o setting todo para ter plot presente e o pouco que há não tem qualquer impacto no jogador em si, o que faz desta uma experiência que quem a jogue ao fim de direi dois dias já se esqueceu sequer que a plot revirava em volta de um mundo coberto em escuridão, um rapaz capaz de se transformar em dragão que partia em busca de míticos titãs num mundo sob as nuvens…a sério pouco mais há para além disto que seja notável, não fossem os colecionáveis que quando aliados lá forma algum conteúdo de backstory do mundo/situação do jogo em si, praticamente não havia nada para abordar basicamente.

A jogabilidade é algo bastante simples, movemo-nos a voar pelos céus na forma de dragão chinês, os controlos até são fluídos, sendo que que aqui há um pequeno catch em termos de quando querem dar um boost de velocidade nos vossos movimentos ou fazer alguma elevação, para por exemplo voar em direção a nuvens que estão mais altas ou a alguma plataforma que se afasta mais das nuvens base que formam o nosso terreno, a barra de estamina, que quando esgotada faz como a nossa personagem comece a descer em direção às nuvens que formam como disse o nosso terreno, claro que se conseguirem apanhar algum pedaço de uma das nuvens que estão a sobrevoar-vos resolvem o assunto, e isto porquê, porque quando entram em contacto com as nuvens a vossa barra restaura-se logo. Ou seja nada de mais, têm ainda alguns locais onde precisam de se transformar na vossa forma humana, aterrando em cima de placas que fazem a mudança, para se moverem em algumas plataformas para alcançar colecionáveis, ou mecanismos de ativação que em troca de por norma 5 orbs (já falamos dos mesmos), ativam algum mecanismo consequente que vos dará acesso a uma torre com um orb de upgrade para uma das vossas 3 habilidades basicamente, ou irá pelo menos desbloquear uma sequência de torres de luz que vos vai guiar em direção a uma.

Basicamente as vossas habilidades é a vossa estamina (não conta muito como uma) e que por certos orbs de upgrade podem aumentar o tamanho da barra da mesma, um circulo de deteção que fazem ao carregar e pressionar o quadrado para que o vosso personagem comece a rodar sobre si para formar um circulo mistico de energia que implode libertando energia que vos irá marcar por momentos feixes de luz de localização de orbs, colecionáveis e afins, que vão podendo começar a detetar ao apanhar orbs de upgrade respetivos a esta habilidade, e ainda o alcance de magnetismo em relação aos orbs, ou seja a que distância precisam de se encontrar em relação a um orb para que o mesmo seja sugado para vocês, podem dar upgrade ao alcance do vosso “magnetismo” com orbs respetivos, sendo que cada habilidade tem 8 orbs de upgrade para descobrirem. Quanto a estes orbs de que falo como acabei de dizer (ou insinuei pelo menos) existem dois tipos, regulares em que existem 750 espalhados pelo cenário “vasto” do jogo, e ainda 24 de upgrade em que é 8 para cada habilidade. Quando digo que o cenário do jogo é vasto é porque é relativamente extenso, nunca experimentei ir em direção às suas fronteiras mas deduzo que seja recebido com uma força qualquer invisível que me impeça de avançar (barreira talvez), mas também será justo dizer que apesar de ser relativamente extenso, constituído por formações de nuvens e algumas torres, torres com colecionáveis, tuneis entre as nuvens, etc…, talvez esteja um bocado vazio digamos assim, não me interpretem mal, aliado à banda sonora do jogo é algo capaz de vos fazer relaxar e bem, enquanto andam a vaguear por este mundo das nuvens do jogo, e lá encontram alguma vida nele (em forma de borboletas) que podem ter-vos a seguir, mas não iria magoar ninguém ter mais formas de vida talvez, mais interações com outros personagens, talvez terem formulado a plot para que fossem surgindo mais dragões/humanos, não sei, mas fica um bocado vazio, e para ser sincero nem 200 orbs vão precisar para ir ativando os mecanismos que vos fará avançar a plot, fora que os restantes mecanismos dos upgrades são rápidos de se ativar/descobrir e custam por norma 5 orbs para ativar, talvez os 750 sejam só mesmo para encher o mundo com aquele sentimento de que onde quer que vão lá têm algo para fazer, neste caso apanhar orbs, mas sinceramente fica despropositado e não ajuda ao replay value que este jogo basicamente não tem.

Visualmente como já pude dizer o jogo está uma obra de arte quase, fenomenal a todos os níveis, com um visual “suave” e que ajuda à experiência de relaxamento que o jogo nos quer dar, com um aspeto bastante simples em certos aspetos que o tornam algo limpo (talvez) de se ver. Um dos pontos fortes dos efeitos breves que se pode ver de pseudo-momentos de ação, é nas “batalhas” de titãs, em que têm de a toda a velocidade estar a cruzar os céus no encalce de um dos titãs que têm de ativar pelas torres, e destruir nos mesmos cristais (direi eu), que vão ajudar a libertar os mesmos do seu estado atual e trazê-los para o vosso “mundo” de jogo, de maneira a ativar a torre central por completo, a destruição dos cristais está ligada a puzzles simplíssimos, mas lá têm alguns twists a tentar alcançar os mesmos no corpo dos titãs, porque por exemplo um deles dá alguns boosts de velocidade em pleno voo, em que ou se agarram a um dos “postes” do corpo do mesmo para aguentar a rajada de vento eminente, ou ficarão para trás.

O que dizer como verídico final. A jogabilidade não está perfeita, apesar de ter abordado de maneira rápida, posso dizer que senti algumas dificuldades, acho que nos afundamos certas vezes com demasiada facilidade nas nuvens, não sendo esse o problema mas sim a camera do jogo que fica maluca, e não nos deixa controlar a 100% em alguns destes momentos o que pode levar imaginem, um túnel sob outro, e querem entrar no superior, um mau momento de camera e vão parar ao inferior passando as nuvens para baixo, depois não podem fazer a travessia ao contrário têm de recuar/avançar para a entrada do superior, sem falar em outros momentos em que a camera se arma em trapalhona e acabamos a ter de perder algum tempo a reposicionarmo-nos para tomar o controlo correto da mesma com o joystick direito, fora que os controlos do nosso personagem em forma de dragão a fazer descidas é algo um pouco trapalhão também, parece que demora a assimilar por completo que queremos ir para baixo mesmo, e vai fazendo uma descida gradual avançando em frente sempre até finalmente lá fazer a descida a pique que queremos.

Fora isto a história é super curta e o problema nem acaba a ser realmente esse, é mais ser daquelas plots quase inexistentes, lá nos é dado mais insight sobre o universo do jogo com colecionáveis, o que é bastante bom, mas não se sente nenhum replay value na experiência, se juntarmos isso ao número absurdo de orbs a colecionar fica-se um bocado na dúvida, sobre o que estariam os criadores de Oure a pensar quando decidiram criar uma experiência sem conteúdo significativo em termos de plot, e  que não tem qualquer valor de replay com um mundo vazio em demasia de atividade, repleto de demasiada presença daquilo que podemos considerar da moeda corrente do jogo, fora outras questões abordadas, eu pessoalmente não sei mesmo. Uma experiência interessante para quem gosta do género e da ideologia que acompanha estas experiências, mas mesmo a esses recomenda-se que adquiram este jogo numa boa promo, muito boa mesmo, será algo de passar e “arrumar na prateleira”.

Uma viagem que se pretende ser talvez espiritual, Oure, um jogo da Heavy Spectrum (mais conhecidos pelo remake de Shadow of the Beast), apresenta-se como um jogo dentro da temática de jogos como Journey, Flower, AER, e Abzü até, um tipo de jogos que a meu ver parecendo que não é pouco explorado (pelo menos nas consolas). É uma experiência agradável de se jogar mas será que tem vazão para se aguentar junto a outras experiências semelhantes? A plot não há muito para dizer quase que não existe, mas essa não é a questão, é mais o facto de não…
Uma experiência agradável até certo ponto. Quando percebem a falta de presença de substância suficientemente significativa na forma de plot, e em alguns problemas na jogabilidade fora o mundo vazio em conteúdo que interesse, vão ficar a pensar que apesar de agradável existem outras opções tanto ou mais agradáveis que Oure e que fazem o trabalho como deve ser.
História - 64%
Jogabilidade - 68%
Grafismo - 86%
Som - 84%

76%

Agradável!

Uma experiência agradável até certo ponto. Quando percebem a falta de presença de substância suficientemente significativa na forma de plot, e em alguns problemas na jogabilidade fora o mundo vazio em conteúdo que interesse, vão ficar a pensar que apesar de agradável existem outras opções tanto ou mais agradáveis que Oure e que fazem o trabalho como deve ser.

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Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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