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Análise PS4 – Raiders of the Broken Planet: Alien Myths

A Mercury Steam regressa, sendo que ficou bem conhecida nos últimos tempos pelo seu trabalho na franquia Castlevania com a sua série Lords of Shadow, que abordou a franquia de uma perspetiva diferente com uma história que nos punha na pele de Dracula, desde o seu tempo de humano e queda na escuridão, até a um pós período de se tornar o senhor das trevas, mas eles regressam agora com algo bem diferente de vampiros e escuridão, e que apesar de se centrar em ação tem um tom bastante mais animado de certa maneira, com um objetivo e visão de cooperação, Raiders of the Broken Planet.

A plot conta-nos a história de um pequeno grupo de raiders liderado por Harec que habitam o planeta onde se passa o jogo, conhecido como o Broken Planet, que contém uma forma de energia chamada de Aleph. O planeta está sobre assalto por parte dos humanos que exploram o mesmo e acabam mesmo a escravizar os habitantes do mesmo, tudo numa busca por controlo desta forma de energia, Aleph, sendo que este planeta é o único que consegue gerar a mesma pelo seu núcleo, só que o Harec e o seu grupo acham que está na altura de expulsar os humanos do mesmo, mas para isso precisam de conhecimento antigo, conhecimento que faz parte da mitologia do planeta em si, de outros tempos antigos antes de os habitantes do planeta terem rejeitado qualquer ligação com tecnologia, e quem os vai iluminar sobre isso são os Protectors, que possuem conhecimento sobre o que será necessário para expulsar os humanos do Broken Planet, fazendo uso de tecnologia antiga e uma forma de teletransporte instantâneo que irá permitir Harec expulsar os humanos de volta para a Terra que se encontra a 25 anos luz dali.

Este conto divide-se em 4 expansões, começando com a Alien Myths, que nos relata e mete em 4 missões destinadas a procurar e recrutar os Protectors, e de maneira a descobrir mais sobre como usar Aleph para expulsar os invasores do Broken Planet. Neste percurso acabamos a recrutar uma das personagens jogáveis atualmente disponíveis para o jogo, Shae, uma sniper tal como Harec, das garras de um cientista maníaco de uma das fações dos humanos, que tem um corpo de cyborg e consegue usar poderes de descarga de eletricidade, e mesmo a derrotar uma espécie de guardião mecânico dividido em 3 esferas gigantes enquanto estamos a ser sobrecarregados de presença de humanos inimigos, não fosse isto bastar, a jogar online ainda podemos calhar com um antagonista nas missões, um jogador humano que entra no modo Antagonista, e escolhendo uma das personagens jogáveis fica encarregue de combater a equipa de até 4 raiders, estando do lado dos humanos controlados pelo CPU, digamos que se torna um oponente desafiante, no final ao longo destas 4 missões ficamos a conhecer um pouco da mitologia do Broken Planet, e da sua tecnologia, mas não nos podemos esquecer de visitar o menu principal que contém uma secção com bastante informação sobre o universo do jogo.

Em termos de jogabilidade como disse o objetivo é jogar as missões cooperativamente, o jogo base tem um tutorial e uma missão em si disponível com 4 adicionadas como parte da primeira expansão, podem sempre jogar a solo e com isto podem ajustar a dificuldade, mas o jogo ganha vida a sério quando jogam online, as missões ganham um nível de dificuldade considerável, e fazem mesmo mais sentido a serem jogadas em equipa, o esforço coletivo dá um outro nível de satisfação ao concluirmos as missões, e é assim também que ganhamos dinheiro in-game, pontos de fação, entre outras recompensas, que servem para recrutar personagens que não são desbloqueadas por via das missões, ou desenvolver novas armas para as personagens, mas de notar que há uma in-game currency que só se obtém por compra com dinheiro real, mas que serve mesmo só até ao que vi agora para depois desbloquear skins paras as personagens, pelo que é sinceramente até agora desnecessário para avançar no jogo, ou seja totalmente opcional e não afeta a experiência (this should be a guide on how to do micro-trasactions the honest way people). Depois temos como já falei o modo antagonista que conta até com uma leaderboard à parte para verem quem tem sido o melhor neste modo, que nos mete contra até 4 jogadores que se juntaram para fazer uma missão, em que jogamos como parte do inimigo, e interessante de notar que o jogo conta com cross-play entre a PS4 e Steam, e os jogadores de PC ganham um ícone ao lado do seu user no ecrã, sem falar que não conseguem aceder ao seu perfil claro, por isso sabemos sempre quando estamos em cross-play.

De resto a ação é desafiante, é muito fácil ficarmos num estado critico quase a falecer, sendo que se isso acontecer temos um X número de revives, que são feitos com Aleph, sendo que quando esgotamos entramos num modo temporizado em que se morrermos, a missão é falhada, pois a nossa nave de transporte precisa desse tempo para ir buscar Aleph e dar um reset ao nosso número de revives. Pelo que será bom dominarem o combate de Raiders of the Broken Planet, que apesar de simples é desafiante sem dúvida, a AI ficou excelente neste jogo, e basicamente o combate fica-se pelo uso da arma da nossa personagem e de combate melee efetuado com ataque, esquiva e um movimento de agarrar o nosso oponente que desencadeia um ataque especial de corpo-a-corpo, e claro existe maneira de evitar tanto este como o ataque normal, basicamente estes 3 movimentos complementam-se como anuladores entre si, um ataque normal anula o de agarrar, a esquiva anula o ataque e o agarrar anula a esquiva, simples de decorar e de fazer assim que se habituam, sem falar que convém que dominem esta “dança” pois as munições gastam-se, e para arranjarem mais têm de derrotar inimigos com melee, sem falar que quando sofrem ataques o vosso nível de stress cresce, e o que acontece é que vocês recuperam vida se usarem cobertura, ou se se esconderem, e isto é essencial se estiverem em estado critico em que ficam debilitados, mas só recuperam vida se conseguirem estar sobre cobertura tempo suficiente para fazer descer o vosso nível de stress e dar inicio à recuperação, pelo que será bom fazerem bom uso de cobertura de esquinas, ou destroços a fazer de barreira durante o vosso combate. Além disto têm ainda acesso a habilidades que os 7 Raiders atualmente disponíveis têm, como por exemplo a Alicia (minha personagem de eleição) consegue dar um double jump que a faz pairar se usarem a mira quando saltam em direção a uma parede, o Harec consegue transportar-se numa forma de nuvem quase, para locais como tetos ou paredes e dai disparar a sua espingarda de sniper, temos ainda o Hans por exemplo que tem um Jetpack, tudo habilidades que se bem usadas e conjugadas em cooperação acabam a complementar-se até.

A nível visual este é um dos jogos mais bem trabalhados que vi, está estonteante, e os cenários em si estão únicos com detalhes que os complementam a outro nível sem dúvida, como num deles temos uma plataforma que paira no ar com um ser gigante e deformado, que lá está, não tem qualquer interação connosco, mas dá mais valor e atmosfera ao cenário em si que é a entrada de um templo ancião, dando aquela perspetiva talvez de que segredos se escondem ali. A nível de sons e ost a acompanhar os cenários, de sons do ambiente, inimigos, armas acaba tudo a conjugar-se para dar uma atmosfera de combate e de certa maneira guerra aberta do género guerra civil sem dúvida, uma equipa de 4 raiders contra praticamente um exercito de humanos que vem por waves e que parece que nunca acaba, junta-se coisas como robots gigantes e temos quase o caos espalhado num planeta despedaçado, e diversão garantida para todos os jogadores que se aventurem nesta jornada.

Ninguém diria que isto se trata de um indie game, ninguém diria mesmo, mas está um trabalho fenomenal e único vindo da equipa da Mercury Steam, espero que tenha sucesso e que tenha boa aderência, nota-se esforço em criar um universo e um jogo de ação cooperativa em volta dele, e é uma experiência que merece ser jogada, está simplesmente deslumbrante e fenomenal, estimulante e desafiante, que nos agarra com a sua jogabilidade, nos deixa de boca aberta com o seu visual, e nos mantém estimulados com o seu fator de cooperação que dão vida às suas missões sem dúvida.

Podem ver os nossos lives do jogo aqui, não se esqueçam de comentar os mesmos com opiniões sobre o jogo, ou que jogos gostavam de ver no nosso canal.

A Mercury Steam regressa, sendo que ficou bem conhecida nos últimos tempos pelo seu trabalho na franquia Castlevania com a sua série Lords of Shadow, que abordou a franquia de uma perspetiva diferente com uma história que nos punha na pele de Dracula, desde o seu tempo de humano e queda na escuridão, até a um pós período de se tornar o senhor das trevas, mas eles regressam agora com algo bem diferente de vampiros e escuridão, e que apesar de se centrar em ação tem um tom bastante mais animado de certa maneira, com um objetivo e visão de…
Não sei o que dizer mais, Raiders of the Broken Planet mais parece um AAA game e não um indie, um jogo com qualidade soberba, e que só merece ser louvado, um excelente trabalho por parte da Mercury Steam.
História - 87%
Jogabilidade - 91%
Grafismo - 88%
Som - 85%

88%

Fenomenal!

Não sei o que dizer mais, Raiders of the Broken Planet mais parece um AAA game e não um indie, um jogo com qualidade soberba, e que só merece ser louvado, um excelente trabalho por parte da Mercury Steam.

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Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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