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Análise PS4 – Shadow Tactics: Blades of the Shogun

Shadow Tactics: Blades of the Shogun é um jogo da Mimimi Productions que invoca os elementos de topo do género RTT, metendo-nos em missões furtivas de infiltração e roubo, ou assassinatos durante uma guerra aberta contra o Shogun atual no Japão durante o período Edo.

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A nossa jornada começa com Hayato, um shinobi a caminho de infiltrar uma fortaleza inimiga sobre ataque, ai ele salva o samurai Mugen, que segue ordens diretas do Shogun, ambos entre ajudam-se a terminar com as forças inimigas na fortaleza e dai nasce uma relação de amizade, e profissional mesmo. A guerra atual está a ser causada pelo Kage-sama que é um novo senhor da guerra, e Mugen sendo um Samurai pessoal do Shogun que inclusive treina os filhos do mesmo nas artes de combate com katana, e não só, o mesmo recebe a missão de encontrar a melhor maneira de pôr termo ao conflito, e dai Mugen chama Hayato para o ajudar, mas não fica por aqui, em breve juntam-se mais 3 a este pequeno grupo de ataque, que vão infiltrar vários locais como acampamentos no meio da floresta, fortalezas cobertas de um manto de neve, templos de monges no topo das montanhas e não só. Apesar de eu não querer dar um giveaway da plot que merece ser descoberta por completo, os 5 personagens que vão controlar ao todo são Mugen, o Samurai mais leal do Shogun, Hayato um ninja shinobi, Yuki uma ladra jovem que fica sob a alçada de Hayato e Mugen, após o primeiro a descobrir perdida e sozinha numa missão, Aiko, uma espia velha conhecida de Mugen, e Takuma, um velho e sábio personagem, que é letal a usar a sua espingarda, e conhecido por breves momentos de Hayato e Mugen.

A jogabilidade é sem dúvida o ponto forte do jogo, não esperava o nível de elementos que encontrei no jogo, ou melhor a sua variedade, o jogo tem o objetivo de sermos furtivos, claro que podemos tomar uma postura mais ofensiva mas teremos sempre de ser furtivos, pois o contrário é suicídio. O cenário dá-nos as ferramentas para experimentarmos sempre umas quantas abordagens, será a melhor rota passar de arbusto em arbusto evitando os guardas e samurais, ou será melhor procurar um ponto de acesso pelos telhados das habitações, ou ainda nos templos será que devemos procurar entrar pelo portão de entrada ou ir pelo exterior subindo sorrateiramente as muralhas, tudo opções que teremos de tomar em conformidade com as personagens que tivermos para a missão, como disse a variedade é fenomenal, e a atenção aos detalhes aos cenários é espetacular, por exemplo na floresta podemos ter um ponto rochoso mais alto com uma rocha de grande porte solta, que conjugada com a rota de um ou mais guardas podemos empurra-la e matar o mesmo, ou numa fortaleza que infiltramos e que está coberta de neve e gelo, as nossas pegadas ficam marcadas no chão durante algum tempo e isso na vista dos guardas vai causar com que os mesmos investiguem, e não pensem que basta só esconderem-se em arbustos, pois muitas vezes e em especial se formos detetados, os guardas fazem uma busca mais determinada, que inclui verificar os arbustos e algumas vezes edifícios que podemos usar para nos esconder ou que têm uma entrada que pode levar a outra(s) saída(s), até inclusive terraços, mas nunca se esqueçam que muitos guardas e civis usam os mesmo nas suas tarefas ou rotas, sim que muitas vezes temos civis na área e isto é algo que adiciona ainda mais conteúdo ao jogo, um sentimento de que foi feito para ser uma experiência completa, como por exemplo ainda nestes cenários gelados, nas pontas dos telhados formam-se picos de gelo, que podemos partir para caírem, e se acertarem em alguém é morte imediata, o jogo em termos de jogabilidade está realmente completo, desde tudo isto que falei, mas também em usar habilidade de distração de alguns personagens, para os levar até armadilhas por exemplo, ou mesmo a Aiko pode apanhar algum tipo de roupa junto a zonas de estender a mesma para se disfarçar e pode distrair guardas, e andar entre eles, temos realmente vários tipos de possibilidades para superar os nossos objetivos, até os rios e lagos vão estar ao nosso alcance, seja para nos escondermos ou movimentarmo-nos.

A parte mais importante é que o jogo vai mesmo ser um desafio e puxar por nós, e punir os nossos erros severamente, pois quando alertamos um guarda não ficamos só em perigo por ele, mas os que estiverem na zona vão vir em auxilio dele, fora que de dentro de habitações saem ainda alguns guardas que aparecem sempre em urgências, e acreditem que não é difícil cometer um erro só, mas com a prática vem a experiência, e temos de perceber que é preciso ter paciência, e não nos esquecermos de gravar o jogo com regularidade, algo rápido pois basta pressionar o touchpad para fazer um quicksave, e acreditem que convém, não vão querer estar 30 minutos a avançar e de repente morrer, e voltar 30 minutos atrás, sim porque apesar de nos vários objetivos à parte que podemos fazer em cada missão, um deles é completar as missões num tempo definido como 15/20 minutos, vão demorar até 2h a completar um nível se for preciso, o que quer dizer que quem queira ter tudo feito a 100% vai ter de dominar por completo o jogo e as suas personagens, no meio disto tudo posso ainda falar da habilidade Shadow, que vai dar muito jeito, em que podem programar uma ação para cada personagem, pressionar no triângulo e o jogo executa essas ações automaticamente, algo muito útil, podem por exemplo eliminar, ou pôr inconscientes dois guardas que estão virados um para o outro usando duas personagens ao mesmo tempo, impedindo que hája um alerta, com isto também é importante esconder corpos, dentro de edifícios, atirar de penhascos abaixo, nos arbustos, dentro de água, etc.., ou usar os mesmos para causar um alerta numa zona e libertar assim outra, é tudo uma questão de tática. Como já tinha dito os ambientes e cenários são fascinantes e têm um nível de detalhe espetacular, também as faixas de ost que temos pelo jogo invocam o período em que o jogo se apresenta da melhor maneira.

Se gostam de testar os limites das vossas habilidades, gostam de tática e jogos de furtividade, este é ideal para vocês, com uma plot excelente a acompanhar, a minha maior preocupação seria a adaptação dos controlos, mas posso dizer que ficou bem adaptado, nem vão pensar que existe outra maneira de jogar se não com o dualshock 4. Vê-se que está aqui uma grande dedicação da Mimimi Productions, e a qualidade do seu trabalho refllete-se em tudo no jogo, e fica como um dos meus jogos favoritos do género e na PS4. Se tiverem interesse temos também um walkthrough aqui que estamos a fazer.

Shadow Tactics: Blades of the Shogun é um jogo da Mimimi Productions que invoca os elementos de topo do género RTT, metendo-nos em missões furtivas de infiltração e roubo, ou assassinatos durante uma guerra aberta contra o Shogun atual no Japão durante o período Edo. A nossa jornada começa com Hayato, um shinobi a caminho de infiltrar uma fortaleza inimiga sobre ataque, ai ele salva o samurai Mugen, que segue ordens diretas do Shogun, ambos entre ajudam-se a terminar com as forças inimigas na fortaleza e dai nasce uma relação de amizade, e profissional mesmo. A guerra atual está a…
Desafiante, único, complexo e simples ao mesmo tempo, com uma variedade fantástica, e uma plot excelente a acompanhar com personagens que se ligam entre si num elo de amizade no meio de guerra e dever.
História - 86%
Diversidade - 90%
Jogabilidade - 92%
Grafismo - 88%
Som - 85%

88%

Fantástico!

Desafiante, único, complexo e simples ao mesmo tempo, com uma variedade fantástica, e uma plot excelente a acompanhar com personagens que se ligam entre si num elo de amizade no meio de guerra e dever.

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Sou aquele gajo que ama RPG's, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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