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Análise PS4 – The Coma: Recut

Um jogo de horror que se passa na Coreia, e que por sua vez foi desenvolvido pela Devespresso Games, um estúdio Coreano, The Coma Cutting Class foi lançado em 2015 para PC, e chegou agora à PS4, Xone e foi relançado em PC como The Coma Recut, sendo que quem tinha a versão original recebeu update para esta versão, que segundo a Devespresso, e a Digerati que é quem publica esta nova versão, teve vários elementos refeitos como animações, visuais, jogabilidade melhorada, etc…

No dia dos exames finais na Sehwa High School, descobrimos ao chegar à entrada que um dos nossos colegas, Taehoon, se encontra a caminho do hospital após uma tentativa de suicido, a ideia que fica no ar é que foi a pressão dos exames, ou na volta o assédio do rufia Myung-gil, mas avançando mais um pouco deparamo-nos com Ms.Song, a nossa professora, que nos avisa que quer falar connosco após o horário escolar sobre algumas das nossas notas que estão em decadência, a parte engraçada é que a nossa personagem, Youngho, tem um fraquinho por ela, e quase que começa a dispersar no seu pensamento. Após toda esta correria, finalmente sentamo-nos para os exames, mas começamos a sentir os olhos pesados, talvez o efeito de termos ficado a noite toda a estudar, mas de maneira interessante quando acordamos é de noite, e encontramo-nos sozinhos na sala de aula, Youngho fica confuso, e ao abandonarmos a sala aparece a Ms.Song, mas reparamos que algo de errado se passa com ela, quando do nada puxa de uma faca e nos começa a perseguir, e é aqui que a correria começa e começamos a perceber que algo de errado se passa. Pelo meio da nossa correria acabamos a encontrar uma estranha rapariga que estava na entrada da escola de manhã quando chegámos à mesma, Yaesol, que apesar de remitente ao inicio, nos dá algumas pistas sobre que caminho devemos tomar, e sobre qual poderá ser a suposta razão pelo qual nos encontramos ali naquela situação.

Sendo que a situação em si é que nos encontramos numa outra dimensão, sombria e negra, e que a Ms.Song que nos persegue não é a do mundo real, mas sim um ser assassino cujo o objetivo é perseguir quem seja a sua presa, neste momento nós. Pela nossa jornada em busca de uma maneira de sair desta dimensão alternativa, vamos ainda encontrar uma quantas personagens, não muitas mas que Youngho conhece no mundo real como o seu amigo Seho, Mina, uma amiga de infância, e não só, até mesmo um homem misterioso que não se apresenta no seu completo estado mental e que passa o seu tempo a escrever notas, notas em forma de relato que deixa espalhadas pela escola, e que quando recolhidas nos acabam a dar mais backstory sobre as personagens do jogo, e mesmo sobre vários eventos sucedidos que acabam a formar toda a linha de plot do jogo, apesar de poderem ser ignorados, seria um desperdício fazer tal ação, para além disto podemos ainda ajudar algumas personagens que se encontram espalhadas pelas 3 zonas de escola, onde vamos andar a vaguear em busca de uma saída, e a tentar evitar a nossa stalker.

O visual do jogo é bastante apelativo pegando num estilo anime, mais direcionado ao sentido de comic, todos os ambientes do jogo estão muito bem desenhados e definidos, bem como as personagens, e ajudam a criar a atmosfera de horror que a experiência pretende passar, bem como a sua ost que nos acompanha durante a correria pelos cenários. A jogabilidade não traz nenhuma novidade ao género horror, nem mesmo ao estilo aplicado de suspense 2D, basicamente temos save spots, neste caso quadros das salas de aula, podemos carregar um número limitado de itens de recuperação de vida, ou de estamina, e mesmo uns que dão efeitos variados, ou que nos recuperam de envenenamento ou de estarmos a sangrar, não temos muitos tipos de perigos, e para ser sincero o jogo é generoso em dar-nos itens escondidos pelos cenários e mesmo dinheiro para usar nas escassas máquinas de venda, por isso nem é algo complicado em si, depois podemos para além de andar, correr, saltar em forma de evasão para evitar ataque, e mesmo quando estamos a ser perseguidos encolhermo-nos em silencio de maneira a tentar evitar ser apanhados, sendo que estas ações gastam estamina, em alternativa para escapar à nossa stalker, que é a única que nos persegue, podemos sempre correr em direção a um armário que sabemos que serve para nos esconder, ou às casas de banho onde nos podemos esconder num dos compartimentos individuais.

A jogabilidade portanto como disse não nos traz novidades, mas que aplicada ao estilo de jogo e experiência em si fica algo que se nota que combina, podemos ainda usar uma lanterna, que para além de nos dar mais iluminação face à escuridão, nos permite detetar objetos no cenário. Mas como tudo o que é bom…tem de haver algo mau, e aqui o fator acaba a ser aquele que deveria criar suspense e tensão no jogo em si, a nossa stalker. Apesar de no inicio cumprir o seu dever, aquele sentimento de quando irá parecer, rapidamente e com o avançar da plot torna-se algo constante, demasiado constante, ao ponto de acabarmos de escapar dela e já sabermos que ao sair da casa de banho, ou da sala onde nos conseguimos esconder num armário, vai logo aparecer novamente, o jogo pode até ser uma experiência rápida, mas que acaba a tornar-se aborrecida a certo ponto devido a isto, não o deixa impossível de se jogar, de longe, mas é um fator irritante no mesmo, que não deveria ter acontecido, e nota-se este tipo de elementos mais bem feitos em jogos semelhantes como Claire, ou Lone Survivor. Que isto não seja um impedimento a jogar esta que é uma jornada interessante e bem conseguida no geral, mas que é bom que tenham noção deste fator, ainda me lembro de jogar Dead Space e de chegar a um ponto que já esperava que me fossem saltar inimigos de todas as partes, mas lá está, por acaso já se tornava algo insinuado de quando ia acontecer mas graças ao jogo conseguir intercalar os momentos de uma maneira fenomenal, de quando ia acontecer e não, e mesmo dar-nos falsas noções, como zonas que parecia que íamos ser atacados por uma horda de monstros, nada acontecia, conseguia manter o seu nível de imersão e suspense, algo que aqui não se conseguiu manter, e tenho a noção que apesar do mesmo género são experiência diferentes na sua maneira de se apresentarem, mas que neste ponto DS1 serve bem como exemplo de bases de como criar e manter a tensão e suspense necessários.

The Coma Recut é uma jornada interessante no final do dia, com uma boa atmosfera, mas que infelizmente cria um suspense e tensão que morrem depressa e se tornam num fator irritante na forma de um stalker. A sua plot está bem concebida, e só por isso merece ser jogado, embora ache que 10€ já pagava bem a experiência no seu todo com este fator de gameplay essencial em falha. No final do dia se procuram experiências do género bem concebidas a todos estes níveis no geral, então terei de recomendar no caso da PlayStation o Claire Extended Cut, ou o Lone Survivor Director’s Cut.

Um jogo de horror que se passa na Coreia, e que por sua vez foi desenvolvido pela Devespresso Games, um estúdio Coreano, The Coma Cutting Class foi lançado em 2015 para PC, e chegou agora à PS4, Xone e foi relançado em PC como The Coma Recut, sendo que quem tinha a versão original recebeu update para esta versão, que segundo a Devespresso, e a Digerati que é quem publica esta nova versão, teve vários elementos refeitos como animações, visuais, jogabilidade melhorada, etc… No dia dos exames finais na Sehwa High School, descobrimos ao chegar à entrada que um dos…
Uma experiência interessante mas que com o seu transformar o seu elemento de suspense e tensão em elemento de frustração acaba a falhar no seu objetivo final de ser uma experiência de horror suspense, em que devemos ter o sentimento de estar a ser perseguidos por um maníaco paranormal, e não pela nossa mãe quando tentávamos fugir de fazer as tarefas diárias.
História - 85%
Jogabilidade - 74%
Grafismo - 86%
Som - 82%

82%

Interessante!

Uma experiência interessante mas que com o seu transformar o seu elemento de suspense e tensão em elemento de frustração acaba a falhar no seu objetivo final de ser uma experiência de horror suspense, em que devemos ter o sentimento de estar a ser perseguidos por um maníaco paranormal, e não pela nossa mãe quando tentávamos fugir de fazer as tarefas diárias.

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Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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