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Análise PS4 – The Count Lucanor

A Ratalaika Games anda em altas este ano, com vários ports a chegar à PS4 e PS Vita, de jogos que outrora só em PC se encontrava ou com alguma sorte na 3DS portados pela própria, títulos como Blasting Agent ou Plantera, e o mais recente é um título da Baroque Decay, The Count Lucanor, que chegou à PS4 e supostamente ainda irá sair na Vita.

The Count Lucanor tem setting numa terra de fantasia medieval, em que no papel de Hans, um rapazinho de 10 anos, partimos em busca de fortuna, quando no dia do seu aniversário ele decide que chega de viver na pobreza com a sua mãe, visto que o seu pai se encontra numa guerra que está a decorrer. Após vaguear um pouco pela floresta, e a subir uma montanha, Hans, encontra um pastor e decide partilhar uma refeição com ele, acabando por adormecer, quando acorda é de noite, e o cenário mudou por completo, agora existem cabras assassinas, o pastor encontra-se decapitado, e ao longe vemos um estranho ser flutuante conhecido como kobold.

Ao seguir o mesmo enquanto escapamos das cabras, acabamos a entrar no castelo oculto do ilustre Conde Lucanor, sendo que nos é apresentada a oferta pelo kobold, de nos subtermos a provas que irão determinar se seremos escolhidos como o herdeiro do Conde e de toda a sua fortuna, Hans sem pensar duas vezes aceita, e a prova que nos é dada é simples, descobrir o nome verdadeiro do kobold até ao final da noite. Esta tarefa vai levar-nos a vaguear pelas várias salas do castelo, a resolver alguns puzzles simples, nada de complexos, sendo que alguns envolvem mais trabalho pois pode ser preciso algum objeto como uma escada, que só obtemos quando entramos numa das outras salas, e acabamos a ter alguns npc’s hostis que teremos de evitar, mas de uma maneira geral não será nada de preocupante, temos ainda uma zona exterior de pátio no centro do castelo onde vão aparecendo alguns npc’s interessantes e meio malucos, como um homem que é um porco, mas que só no castelo se vê na sua forma humana, a sua mãe, um mercador e muitos mais, que nos acabam a dar acesso a outras salas do castelo, visto que cada sala tem uma de 4 cores associadas e sem a chave respetiva não podemos entrar nas mesmas, tudo isto claro como disse leva-nos a ir descobrindo letras soltas para desvendar depois o nome do kobolt, pelo caminho vamos ainda tendo acesso a notas de um soldado que tentou outrora os desafios, para pedir a mãe da filha de Lucanor em casamento, em vez de ser em busca de fama e fortuna, encontramos ainda história que nos vai revelando backstory sobre o Conde, e não só.

A jogabilidade é simples, numa perspetiva de top down view, controlamos Hans, podemos andar, empurrar certos objetos e interagir com tantos outros, temos ainda um sistema de inventário, sem falar que podemos usar objetos uns nos outros claro, para resolver puzzles, ou desvendar certas interações com alguns npc’s, digamos que um certo burro unicórnio nos dá moedas de ouro em troca de algo, sem falar que as mesmas servem para comprar objetos do mercador, ou para salvar o nosso jogo na fonte do pátio ao dar uma moeda ao corvo que se encontra sob ela, e mais tarde o save point muda para outro local, mas isso cabe-vos a vocês descobrir onde e porquê nesta jornada, ainda a isto se junta o facto de haver muito poucas fontes de luz para além das velas que Hans pode segurar ou ir largando pelo cenário, sendo que vamos encontrando mais escondidas em baús ou móveis, e sem as mesmas acabam a ter secções que ficam completamente escuras. Até aqui parece tudo muito bem e interessante, e de facto é, o jogo apresenta o seu charme em termos de plot, apesar de não ser algo do outro mundo em termos de desafio nos seus puzzles, os mesmos acabam a ser interessantes e engraçados, é um jogo que vos vai entreter um par de horas, o seu problema reside a nível técnico, sendo que por mais que uma vez aconteceu-me o jogo crashar, e após algumas tentativas, em que da primeira vez crashou num sitio e voltava sempre a acontecer no mesmo local, e voltou depois mais tarde a acontecer noutro local o mesmo problema, a minha solução era sempre reinstalar o jogo, isto é um problema que vai de certo afetar a vossa experiência, e é um ponto muito negativo que irá afetar a nota de jogabilidade (mecânicas de jogo) do jogo.

Visualmente é apelativo até certo ponto, inicialmente causa pouco impacto, mas dentro do castelo a história vira outra, por entre os corredores, salas, labirintos, etc…, do mesmo, vamos encontrar cenários criados com detalhes num estilo pixelizado que pelo menos a mim me agradou bastante, os castelo tem uma art direction bastante apelativa, o mesmo não será dito dos cenários iniciais, existe qualquer coisa que só faz efeito no ambiente sombrio do castelo, já a nível de ost a mesma acompanha de maneira fluida o ambiente do jogo em si.

O jogo tem tudo para ser algo fenomenal, mas aquele aspeto dos crashes tira-lhe algum do apelo que podia gerar, é uma jornada interessante na sua plot, apelativa no seu estilo visual e sonoro, mas aquele aspeto técnico deixa um clima negativo sob o jogo em si. Mesmo assim recomendo que deem uma vista de olhos nele, não me aconteceu nenhum mal pior como perda de saves, ou algum dano aparente ao sistema de ficheiro da consola, ou ao seu HDD, por isso irei dizer que se tiverem este problema não deverá haver algum tipo de consequência pior que se deva temer.

A Ratalaika Games anda em altas este ano, com vários ports a chegar à PS4 e PS Vita, de jogos que outrora só em PC se encontrava ou com alguma sorte na 3DS portados pela própria, títulos como Blasting Agent ou Plantera, e o mais recente é um título da Baroque Decay, The Count Lucanor, que chegou à PS4 e supostamente ainda irá sair na Vita. The Count Lucanor tem setting numa terra de fantasia medieval, em que no papel de Hans, um rapazinho de 10 anos, partimos em busca de fortuna, quando no dia do seu aniversário ele decide…
Uma jornada bastante interessante e apelativa, que vai um pouco abaixo a nível técnico.
História - 83%
Jogabilidade - 72%
Grafismo - 80%
Som - 85%

80%

Interessante!

Uma jornada bastante interessante e apelativa, que vai um pouco abaixo a nível técnico.

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Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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