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Análise PS4 – The Long Dark: Episode 1 – Do Not Go Gentle

The Long Dark já chegou à PS4 e consigo traz logo dois episódios, nesta análise vamos abordar o primeiro dos dois, Do Not Go Gentle, em que iniciamos a nossa jornada.

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A nossa plot começa connosco a acordar no meio de destroços de uma queda de avião no meio da zona selvagem na zona norte do Canada, estamos feridos, fracos e no topo de um penhasco sem forças para sair, estamos em pleno Inverno e para além de tempestades de neve, as temperaturas são negativas, temos de encontrar refugio dentro de uma pequena caverna, e nos seguintes dias tentar recuperar, mas tudo isto é mais complicado do que parece, e vamos abordar isso em mais detalhe a falar da jogabilidade. Em breve começamos a ter flashes do que ocorreu e ficamos a saber como jogadores que estamos no controlo de Mackenzie, um piloto que estava em viagem para norte a levar Astrid, a sua ex-mulher, e algo que era de importância vital segundo parece, algo que era necessário para prevenir algo que Astrid nunca revelou, infelizmente no meio da viagem algo ocorre e o avião perde energia, o motor desliga-se e despenha-se, após recuperarmos forças e sairmos do penhasco descobrimos a mala de Astrid, bem como parte de um pedaço da sua roupa, e seguindo pequenos rasgos acabamos na aldeia de Milton, onde conhecemos a Grey Mother, uma anciã da aldeia, e que em vez de fugir de uma suposta catástrofe como o resto dos aldeões decidiu ficar, esta pela info que ela nos vai revelando à medida que desenvolvemos confiança com ela, foi que a energia de repente falhou em toda a região, e que as pessoas sem energia, comunicações, e sem abastecimento de provisões para o inverno enlouqueceram e abandonaram a aldeia. À medida que os dias passam e a gente faz alguns favores à Grey Mother, acabamos a descobrir mais sobre ela, e sobre um dos acontecimentos trágicos da sua vida, e pelo meio acabamos a receber mais informação da parte dela sobre a passagem de Astrid por Milton, e em breve ficamos a saber para onde temos de ir, mas será difícil, pois a nossa jornada para lá de Milton vai envolver passar pelas montanhas, pois o túnel por entre elas desabou, tudo isto parece ser linear, mas o nosso desenvolvimento de relacionamento é bastante interessante pelos diálogos e cutscenes, que contam com voice acting fenomenal que nos fazem sentir as personagens.

Em termos de jogabilidade é aqui que o jogo aprofunda, penso que em termos de survival The Long Dark deverá ser tido em conta como a base para outros futuros, a única falha que o jogo tem é não nos deixar saltar, tirando isso, este é na sua jogabilidade um verdadeiro simulador de sobrevivência, e ainda mais neste caso num clima de Inverno de temperaturas negativas, nevões e vida selvagem, aqui uma das prioridades é manter-nos quentes, para isso temos de garantir que temos roupa boa vestida, e ter em conta que a mesma ganha humidade e que pelo uso, por ataques de lobos que vão ser algo habitual, ou quedas altas, ela começa a rasgar-se e a estragar pelo que temos de ir recolhendo pano de desfazer roupa irremediável, ou de corinas por exemplo que desfazemos, ou outro material para ir arranjando a mesma, com uso de kits de costura também que se encontra, temos ainda de fazer fogueiras e manter as mesmas a arder, usar as mesmas para cozinhar, derreter gelo e ferver água também para a purificar, este último se não quisermos usar pastilhas de purificar água que são difíceis de encontrar, mas ter ainda cuidado, pois se nos meter-mos em cima dela por engano apanhamos queimaduras, e aqui está, no caso de doenças e feridas de quedas altas, ou ataques de lobos, ou de outros eventos temos mesmo no final consequências, e começamos a sentir o efeito das mesmas, infeções, inicio de tonturas e cansaço acrescido, perda de visão pelo cansaço que tornam ter os olhos abertos, e visão focada quase impossível, que levam tudo a morte, e temos de tratar tudo com antibióticos, desinfetante, ou descanso, também podemos torcer o pulso ou o tornozelo por exemplo e isso cura-se com descanso, mas há que ter atenção que descanso gasta calorias e nos desidrata, e no caso de entorse por exemplo do tornozelo perdemos a habilidade de correr, algo essencial aqui, imaginem que perderam todo o calor corporal e estão em risco de hipotermia, um sprint pode definir entre ficarem com essa condição ou não, ou se já estiverem, pode definir se vivem ou morrem.

Fora isto temos ainda ter atenção a comer, beber água ou sumos para nos mantermos hidratados, e a descansar, para descansar precisamos de uma cama ou saco de cama, no caso de hidratar temos a questão de purificar água, na comida é do que conseguimos encontrar perdido e esquecido por cabanas abandonadas, ou casas abandonadas em Milton, sem falar de caçar coelhos, ou recolher restos de carne de carcaças de lobos ou viados, que morreram pelas condições climatéricas, falta de comida ou no caso de viados foram caçados, para estas carcaças podemos estar atentos ao céu, pois há sempre uma concentração de poucos corvos a sobrevoar em circulo a zona das carcaças, ou podemos mesmo encontrar corpos de alpinistas ou habitantes da aldeia que não sobreviveram ao tentar ficar para trás, no caso destes podemos encontrar nos seus corpos a chave para uma das casas abandonadas que está trancada, uma caixa de depósito do banco da cidade, ou mantimentos, ou na escuridão de cavernas quem sabe se não encontramos algum pobre coitado que não sobreviveu, no caso da recolha de carne de animais temos de ter atenção que dependendo do tempo que a carcaça já ali está ou de há quanto tempo andamos com ela crua, pode ganhar bolor ou ficar podre, dai devemos cozinhar a mesma para não corrermos risco de apanhar intoxicação alimentar, mas mesmo cozinhada ela pode começar a estragar mas tem menos risco, no meio disto tudo seja em fogo de fogueira ou de um forno de lenha numa casa esquecida, há que lembrar que o mesmo não dura muito e não nos interessa ficar com carne por terminar de cozinhar, tendo em conta que recolha de materiais também gasta tempo, como desfazer um ramo largo com uma machadinha pode demorar bastante tempo, e quem sabe se temos de amolar a mesma para a deixar mais afiada, andar em busca de pequenos ramos é mais rápido mas eles ardem rápido, temos ainda a possibilidade de desfazer mobília por exemplo, como cadeiras que dão pedaços de madeira de melhor qualidade e de mais porte que nos dão fogo por mais tempo, é tudo uma questão de quanto tempo temos e da nossa condição. Fora isto temos de ter atenção ao peso que carregamos, aguentamos bem 30Kg mas não é difícil ultrapassar e por muito este, e ao fim de mais 10Kg em cima deixamos de correr, sem falar que peso a mais acaba a afetar a nossa estamina para correr e mesmo o nosso movimento, que já de si tem um peso realista nos movimentos, que fica mais pesado e lento, e causa mais cansaço, e em pontos cruciais do jogo que temos de fazer escalada deixamos de o poder fazer. Tudo isto que eu falo e que acabe a falar mais não consegue demonstrar a qualidade deste jogo e realismo nas suas mecânicas, a maneira como preparar uma chávena de café e beber a mesma retarda o nosso cansaço, a maneira como os sítios que exploramos podem ser um local de esperança quando precisamos de nos aquecer ou descansar, como entrar dentro de um carro para fugir de um lobo que não conseguimos afugentar com fogo de uma tocha, pode fazermos largar um suspiro de alivio e quem sabe o que há escondido no porta luvas ou perdido no chão, que nos poderá servir de algo para enquanto ficamos a ver o lobo no exterior a afastar-se, The Long Dark é realmente o exemplo do que deve ser um jogo de survival, e nada do que eu diga poderá passar o sentimento de estar a jogar este jogo.

A juntar a isto tudo The Long Dark tem um estilo artístico visual que o deixa belo, favorece o jogo em todos os aspetos e apesar de nos lixarem um pouco o dia pois causam-nos perda de temperatura rápida, ver as tempestades de neve a acontecer no ambiente e estilo visual do jogo ê único, bem como ver o nascer do Sol, ou pôr do mesmo, num festival de cores, até no inicio chegamos a ser presenteados com uma aurora boreal no céu noturno, o avanço do dia é realístico na passagem do tempo, as sombras a moverem-se a escuridão noturna, o nevoeiro cerrado que muitas vezes aparece, vê-se que houve uma grande dedicação, e este estilo e direção artístico para o jogo favorece os ambientes, a passagem do tempo, os fenómenos climatéricos, as personagens, animais, em suma favorece tudo no jogo, e os seus sons só nos dão mais imersão, aliás basta estar atento e um pequeno rosnar pode alertar-nos para um perigo que pode ser eminente.

Em suma The Long Dark merece ser jogado por todos os fãs do género e até mesmo pelos que não são uma vez no mínimo, este é um jogo episódico, de momento tem dois disponíveis, para além disto temos ainda um modo sobrevivência que não tem fim e um modo de desafios curtos, por isso podem viver a experiência que o jogo nos oferece de uma maneira quase interminável, a testar as nossas habilidades a cada dia in-game que passa no modo sobrevivência, não há muito que possa dizer para passar o nível de perfeição a meu ver que este jogo nos apresenta, e a Hinterland Studios está de parabéns sem dúvida.

The Long Dark já chegou à PS4 e consigo traz logo dois episódios, nesta análise vamos abordar o primeiro dos dois, Do Not Go Gentle, em que iniciamos a nossa jornada. A nossa plot começa connosco a acordar no meio de destroços de uma queda de avião no meio da zona selvagem na zona norte do Canada, estamos feridos, fracos e no topo de um penhasco sem forças para sair, estamos em pleno Inverno e para além de tempestades de neve, as temperaturas são negativas, temos de encontrar refugio dentro de uma pequena caverna, e nos seguintes dias tentar recuperar,…
História - 88%
Jogabilidade - 98%
Grafismo - 95%
Som - 88%

92%

Único!

Não há muito mais que eu possa dizer se não que TLD é algo que tem de ser jogado para se perceber a sua experiência, e este primeiro episódio abre o jogo em si da melhor maneira, só fica mesmo a falta o elemento de saltar.

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Sou aquele gajo que ama RPG's, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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