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Cinema – Star Wars VII: O Despertar da Força

Republicação de um artigo de 2016

Star Wars VII: O Despertar da Força marca o regresso da franquia a nível cinematográfico após 10 anos de silêncio (neste campo), e posso dizer que até o fez com grande sucesso na minha opinião, levando-nos logo no início a uma nova localização, Jakku, um planeta desértico (praticamente igual ao que vemos em Tatooine), que está coberto em várias partes de destroços da frota Imperial após a sua batalha final, entre a Nova Republica estabelecida após a batalha de Endor, e o que ainda restava do Império.

O filme conta uma parte da história do conflito entre a Resistência e a First Order, na qual aparecem 6 protagonistas novos e de mais 6 bem conhecidos, sendo eles Poe Dameron, o melhor piloto da Resistência que vai a Jakku para obter um fragmento de um mapa que contém a localização de Luke Skywalker mas é capturado, Finn, um Stormtrooper que quando vai na sua primeira missão de combate entra em pânico ao realmente ver o que é a First Order, e decide fugir ajudando para tal Poe Dameron que tal como tinha dito foi capturado, Rey, uma rapariga que foi abandonada em pequenina no planeta de Jakku, deixada à sua sorte, ela vasculha todos os dias os destroços da frota Imperial em busca de peças ou relíquias que possa trocar por rações, BB8, que é o droid que acompanha Poe e vem quase que como uma nova versão do R2-D2 mas que não retira o lugar deste, Kylo Ren, que é filho do Han e da Princesa Leia sendo o neto de Anakin Skywalker (Darth Vader) e que vive em conflito, tendo-se virado para o lado negro da força sob a alçada do próximo protagonista, e o Líder Supremo Snoke que tem breves aparições mas que é o líder da First Order e mestre do Kylo.

Quanto aos que regressam, são eles claro a Princesa Leia que é líder da Resistência, o Han Solo com o seu fiel companheiro Chewbacca, o C3PO, o Luke Skywalker que desapareceu do mapa e só faz aquilo que se pode considerar um cameo para o final do filme e o R2-D2, que aparece mais a meio mas inoperacional infelizmente, mas lá para o fim volta à vida.

O filme está recheado com clichés dos filmes anteriores (mais da trilogia original), mas isso não é mau pois alinhado com a plot própria em si dá uma boa rampa de lançamento para o J.J. Abrams como Realizador de uma nova era de filmes da Star Wars, mas claro que o próximo (falo do Episódio 8 e não do Rogue One que ai vem) vai ter de ganhar as suas próprias marcas, pois apesar de ficar bem usar elementos de destaque dos anteriores (como as inconvenientes interações do C3PO que despertam umas gargalhadas, e aquelas frases e momentos cliché, como a Hyperdrive da Millenium Falcon a ir-se abaixo e a ter de lá ir alguém reparar aquilo, ou dar uma pancada na mesa de comando/controlos) para lançar as suas bases, eles só serviram para isso mesmo, lançar as bases para uma nova era que tem de agora de se destacar e não continuar a viver do sucesso de uma época passada, quanto aos ambientes do filme penso que ficarem excelentes, aliás a batalha final com o planeta (neste caso é a base Starkiller que é um planeta gelado que se move pelo espaço) a rachar na sua preparação para eclodir ficou excelente, bem como a Base Starkiller a carregar a sua super arma que suga a energia total de uma estrela para disparar um raio de energia que destrói planetas inteiros, o seu CGI é espetacular e ficou perfeito.

Mas claro que como tudo o filme tem o seu lado mais fraco na minha opinião, e apesar de ter gostado de tudo, os ambientes, ver o Millenium Falcon que está abandonado em Jakku a ser pilotado por Finn e Rey, numa fuga de dois Tie Fighters da First Order em que entram por dentro de destroços de uma Cerulian Starship do Império, a parte em que o Han Solo e o Chewbacca aparecem pela nave a dentro foi emocionante e espetacular, os momentos de combate ficaram interessantes também, ver o Finn e a Rey a manusearem o sabre de luz de Anakin Skywalker e que foi do Luke, também foi muito interessante, ainda para mais contando que nenhum deles tinha experiência em manusear um, o que acaba também por si ser confuso, o Finn ainda tudo bem pode ter tido treino em armas semelhantes como Stormtrooper que ele até combate um Stormtrooper, que faz uso de uma arma extensível elétrica enquanto ele usa o sabre, mas a Rey pronto é aquela coisa tem a força a fluir nela mas isso não dá treino no uso de um sabre de luz mas pronto, indo agora aquilo que para mim quebrou o fluxo do filme foi quando o Kylo Ren tirou a sua mascara e revelou a cara, para mim a sua personagem perdeu a imponência que estava a marcar, pois como posso eu respeitar e temer um Sith que tem uma cara de rapaz e não de homem, basicamente ele realmente nesse momento passou de um Sith em ascensão (e cheio de raiva e extremamente confuso, que é a base de como muitos se viram para o lado negro da força) para um rapazola que está a fazer uma birra e decide ser Sith como ato de rebeldia para com os pais, pois o Snoke lhe disse que seria assim que conseguia vingar-se deles, pelo que também se demonstra o quão influenciável ele é.

Basicamente o que quebra a sua personagem é a sua aparência de adolescente conjugada com o ar de super fã de Darth Vader, e não me interpretem mal pois Darth Vader é a minha personagem favorita do universo Star Wars, mas assim que vi aquele cabelo dele pensei logo, “ mas este gajo está a tentar usar o look do Anakin no episódio 3”, isso ficava tudo bem se ele conseguisse passar aquela aura madura que o ator do Anakin passa no Episódio 3, em que mesmo antes de se tornar parte homem, parte ciborgue, com a mascara e a voz grave por causa da mesma, o Anakin já conseguia lançar um ar de respeito e imponência com o seu aspeto e comportamento, pelo que fiquei desiludido, e sinceramente fiquei naquela, “mas que raio está ele a tentar fazer quando diz que vai terminar o que avô começou”, pois não é segredo nenhum no universo Star Wars que Darth Vader detestava o Palpatine, e que procurava sempre maneiras de o derrubar e tomar posse do Império, para conquistar o universo ou que seja, de maneira a ter um império intergaláctico pacifico sobre a sua alçada, não vejo o Kylo a fazer nada disso, vejo-o só a seguir ordens do Snoke basicamente e a ter um ponto fraco por coisas que tenham a haver com a sua família, e uma grande confusão sobre esse ponto fraco e que o Snoke aproveita para distorcer de maneira  a manter o rapaz sobre o seu controlo, mas isto leva-me ao Episódio 2 em que a personagem do Anakin também tinha o ar que este tem aqui, mas lá está a plot do Episódio 2 estava bem feita para apresentar o Anakin como um adolescente e parte da sua rebeldia, e no Episódio 3 já o apresentava adulto e maturo, e no 1 era ele em criança, talvez tenha sido essa a falha, talvez fosse preciso este episódio ter remontado ao tempo em que o Kylo estava em treino sobre a alçada do Luke, mostrar a sua confusão e instabilidade mental, os seus medos e receios, e a sua transição, e este ser o episódio 8 em que ele já estaria num nível mais maduro em termos da “pose” da sua personagem, digamos que o final em que ele se encontra com o seu pai, Han Solo, mostra o quão instável ele está ao mostrar um momento de fraqueza, mas a mostrar também o quão influenciável ele é e por extensão o controlo que Snoke tem sobre ele, ao ele cometer o ato que comete.

A minha avaliação final é se são fãs de Star Wars este é um filme que têm de ver, a Lucasarts e a Disney rescrevem a linha temporal e os acontecimentos pós episódio 6, conhecido como o universo expandido, que podemos ver ao longo dos anos pelas BDs, mas que agora essas mesmas viraram não canónicas, apesar desta falha o filme está espetacular para mim, e espero que no Episódio 8 tenham evoluído muito mais o Kylo Ren, e gostava de ver uma aparição do Vader, talvez numa fase de meditação ou de sonho dele para o guiar ou assim, eheheheh não é pedir muito querer voltar a ver o Vader em cena.

Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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