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Opinião – A Diferença entre Remaster e Remake

Já ando para escrever este artigo de opinião já há algum tempo, mas antes de mais a razão que me levou a fazê-lo, foi o facto de em uma discussão de ideias, vi pessoas a misturarem o conceito do que é um remake e um remaster, e o jogo em questão que levou a estas questões foi o FFVII, do qual saiu um remaster há pouco tempo, e em que o remake está em produção, ver pessoas a misturar o que significa ser um remaster ou um remake, por isso este artigo breve de opinião, vai deixar-vos um pouco do conhecimento que tenho para quem não tenha a certeza tirar dúvidas, quem não sabe ficar com umas bases, e quem sabe poder ver mais uma interpretação, e se possível partilhar a sua ou complementar a minha na secção de comentários no fim do artigo.

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Ora bem indo à questão com tudo o que disse, só quero deixar explicito que isto é o que entendo destas duas “modalidades”. Indo ao que significa ser um Remaster, um Remaster é pegar em algo que já foi feito, como o Resident Evil da GameCube (que foi o Remake feito do RE1, e que irei usar para as duas definições, pois é um exemplo excelente, que levou com os dois), o jogo saiu no ano passado (2015), intitulado de Resident Evil HD, e o que aconteceu, foi que o jogo sofreu uma “limpeza” e otimização fazendo uso de novas ferramentas gráficas, como filtros, e um tratamento nos modelos e assets de maneira a aparecerem de maneira correta em formato de imagem HD. Ou seja o Remaster é pegar num trabalho feito e lá está remasterizar o mesmo para a atualidade, com um tratamento a nível gráfico e a nível de som, de maneira a elevar o seu nível de qualidade nestas duas questões, ou seja a experiência em si não sofre nenhum tipo de alterações.

Já um Remake, é isto tudo, mas basicamente refazer a experiência do zero, ou seja o jogo Resident Evil saiu em 1996, e em 2002 foi lançado o seu Remake para a Gamecube, em que basicamente refizeram o jogo do zero, mantendo as mesmas secções que se vê no jogo original, mas com os controlos melhorados, por exemplo novos ângulos das câmaras fixas, novos modelos dos personagens que mantém o mesmo estilo por exemplo, mas na atualidade daquela altura lá está, o grafismo atual daquela altura, qualidade sonora daquela altura, novas áreas para explorar, conceitos do jogo que foram revistos como os puzzles, etc…, isto são tudo coisas que fazem parte de um remake, o remake é refazer algo do zero mas com base na experiência que existia, alterando elementos do mesmo e adicionando muitos outros, mas sempre com base no conceito original, mas ai está com base, e não igual, igual é o Remaster, que visa pegar no que existe e dar um tratamento de embelezamento digamos.

Depois no meio de isto tudo temos remakes e remasterizações que não fazem sentido está claro, e aquelas que fazem todo o sentido e que é excelente acontecerem, temos o caso do Dragon Quest VII, que sofreu Remake para a Nintendo 3DS (e que analisámos recentemente), ou o VIII que chega localizado para fora da Ásia em 2017, o caso de Doom que foi refeito mas foi refeito ao ponto de ser considerado um Reboot (aqui está outro conceito, sendo um Reboot, algo que significa recomeçar algo da estaca zero, que pode ou não ter algo a haver com o trabalho todo que foi feito anteriormente na franquia), temos por exemplo os God of War da PSP que foram remasterizados para a PS3 e ficaram excelentes na mesma com um tratamento de imagem com alguns filtros, que tornaram o visual do jogo mais soft do que aquilo que se tem na PSP, e a mesma coisa com o 1 e 2 da PS2, mas temos também uns que não fazem sentido por exemplo The Last of Us, o jogo quando saiu fazia uso de todo o poder que se tinha na PS3, já era de topo, quando saiu a PS4 foi logo das primeiras coisas que foram feitas, Remaster para a PS4, ainda hoje estou para perceber o que tinham eles para remasterizar, mas pronto, é o chamado milking das produtoras/editoras, para sacar o máximo de lucro com o seu trabalho, era algo que não se justificava, já o Remaster do God of War III, justificou-se, era um jogo já com 5 anos quando foi relançado numa edição Remaster na PS4, ou seja nesse sim podemos encontrar alterações em certos pontos óbvias, mas que sinceramente no que foi mostrado antes do lançamento, eu não reparei muito, mas sinceramente só jogando, pois de si já estava um trabalho de topo, embora obviamente que haverá coisas que vão ser óbvias de se notar a diferença, mas isto é tudo conversa para outro artigo futuro.

Não se esqueçam de partilhar as vossas opiniões sobre este tema nos comentários.

Sou aquele gajo que ama RPG's, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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