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Opinião – A Indústria Atual – Parte 1

Aqui fica a primeira de duas parte de um texto de opinião que decidi elaborar a partilhar a minha opinião e visão sobre a indústria atual em global dos videojogos atualmente, focando alguns dos pontos mais comuns de discussão, como disse é a primeira de duas partes por isso a segunda será lançada na próxima semana para concluir este texto, o seu sentido é partilhar o que acho pessoalmente, e deixar em perspetiva temas para debater livremente na secção de comentários. – Podem ler a Segunda Parte Aqui.

Opinião sobre a indústria atual e as modalidades?

Ora bem, como começar isto….

A indústria dos videojogos é como qualquer outra e vive de modas que são cada vez mais geradas em parte pelo progresso da mesma, ponto final neste assunto a meu ver, não é algo que possa ser debatido é simplesmente como o mundo funciona em geral.

O maior problema da indústria não são as editoras com atos gananciosos, ou mesmos estúdios que seguem a linha por vezes, ou ainda em casos de vender gato por lebre, em termos de experiências de jogos que não são realmente no final o que deveriam ser, aliás de notar um dos maiores charlatões era o Peter Molyneux, que por sua vez era também na volta um dos melhores a criar hype pelos jogos que projetava e participava na criação. O maior problema são os consumidores que alimentam as ações e atos, do que vale dizer que algo está mal se no final gastamos dinheiro em isso, é a mesma coisa, hoje vi uma coisa engraçada um post no Facebook num grupo, que despertou opiniões sobre o novo AC, no sentido de ter uma moral geral e sentido final de, se não se gosta de um jogo não se compra, mas pirateia-se o jogo na mesma para jogar, mas não se gosta. A mim se me perguntarem se sou contra a pirataria a mim por um lado sou e pelo outro não, posso dizer que comprei uns quantos jogos de PC e tenho tantos outros em mira pelo simples facto de já os ter experimentado e/ou jogado por completo.

Ainda me lembro bem do tempo que expansões para jogos eram no PC, patches corretores eram no PC, adição de conteúdo grátis era em PC, já entrámos faz tempo na era em que basicamente quem nasceu já durante o milénio nem vai saber o que era isso. Devo dizer que então tomando isto como ponto de partida ao assunto fiquei super feliz de começarmos a ter acesso a tais coisas em consola, pessoalmente não sou ávido jogador de PC, não invisto num por razões pessoais, o que me acaba a ligar mais a consolas, sou ávido utilizador da marca PS, normal cresci a jogar nela, aliás quem tenha nascido nos anos 90 na Europa pensa em PS primeiro por norma, na América do Norte por exemplo é basicamente Xbox maioritariamente, normal Americanos são muito ligados ao que é feito internamente, já no Oriente é Nintendo pelo sentido de que Japoneses prezam a portabilidade (dai a 3DS ser dos maiores sucessos seguida da Vita).

Isto tudo para então partir para, a Xbox 360 foi um grande boom, aliás a Xbox OG já tinha e teve um Marketplace se me lembro corretamente, mas foi na 360 que tudo arrancou a 100%, patches, Marketplace, um PC em forma de consola basicamente, errou na questão do online e errou depende do ponto de vista, eu até percebo o quererem meter um serviço de subscrição a realidade é que é um serviço de subscrição no qual se pode garantir mais direito de voto em termos de qualidade dos serviços da rede Live de ligação à mesma, estabilidade de ligação e conexão da mesma a outros serviços, porque há sempre esta variante estamos a jogar online e a qualidade depende dos dois lados, são ligados aos servidores da produtora do jogo pelo serviço do fabricante da consola basicamente, mas maioritariamente o problema de ligação vem do lado da produtora, e acho ainda engraçado vir malta queixar-se à PS ou Microsoft sobre não conseguirem jogar corretamente COD ou Battlefield, ou Mortal Kombat online, têm de se queixar a quem de direito, e posso ainda falar dos serviços adicionais, jogos mensais em que os da 360 atualmente ficam mesmo para o jogador e os da XOne são alugados, e cloud se não me engano de saves, aliás penso que expande o espaço que de base acho que os jogadores têm acesso a uma já, sem mencionar os descontos acrescentados. O lado mau é que deu lugar a que a longo prazo a que outros adotassem o modelo do serviço, o interessante é que quando o arrancaram não arrancaram com as mesmas bases da Microsoft, esta promove o serviço como um todo, a PS promove o online, deixa de parte a promoção em força dos restantes serviços, os jogadores ficam com a ideia de que estão a pagar para jogar só online, a parte engraçada é que se queixam de boca, letras mas largam a nota no serviço, a gente queixa-se com a boca, letras e carteira, os 3 em sintonia, e não com dois só. Para além deste foco de marketing em ONLINE, podiam já ter implementado a mesma lógica da Microsoft e deixar os jogos de PS3 permanentemente pelo menos, agora para além da aplicação deficiente da PS, que ainda por cima tem falhas graves no seu sistema de segurança contra ataques que houveram, nada é seguro a 100% mas que temos de admitir a paleta frágil que a Sony manda nas suas defesas de serviço e contras lá isso temos, e agora temos a Nintendo, já não bastava a PS estar a fazer má promoção, vem a Nintendo complementar o filme com má promoção e má aplicação de serviços, uma anedota, tudo bem cobram menos anualmente, mas basicamente é realmente um serviço de aluguer mensal de 1 jogo da consola virtual (não é títulos da Switch é da NES e SNES se me lembro por 30 dias só), acesso a uma app mobile para chat (nem vou comentar com foco de tão irrisório que é), e não me lembro de se vão ter base de descontos. A meu ver ninguém morre de não jogar online, se concordo com os serviços de subscrição para jogar online, sim e não, se providenciarem um sistema mais seguro e fiável vejo a perspetiva, se não, vejo é ganancia de quererem um cut de mercado, e ai deveria haver sempre a vertente que havia de jogar online sem custos, eu pessoalmente nunca iria ter Plus pelo online, tenho o serviço por dois motivos, Cloud de saves que já me salvou 2/3x, e os descontos que já fiz muitos e bons deals na Store, acho sempre piada a quem se queixa e paga o serviço só pelo online mas cada um faz o que quer, a questão é que, queixarem-se de boca e letras….sem comentários.

Abordando o resto foi uma mais valia os jogos poderem em consola receber patches, permitiu correção de bugs e glitches no inicio, e mesmo adição de novo conteúdo sem custos, adorei terem-no feito e resultou bem no tempo de vida da X360 e PS3, o problema veio no final das mesmas já e sente-se na PS4 e XOne, felizmente não em todos os jogos, porque pá sejamos sinceros há muita dramatização no assunto, temos jogos a saírem day one com bugs de algum tipo e glitches que deveriam já vir corrigidos de produção, que se tem de sacar um patch de primeiro dia para corrigir, acho isso extremamente abusivo por parte das produtoras e/ou editoras (que acabam muitas vezes a forçar com os seus deadlines), em vez de estarem a fazer isso deviam consideram sempre poder ter mais 1 mês, mês e meio para aplicar as correções no jogo em si antes da produção final, mas claro muitas vezes é sempre a pressão da editora. Mas mesmo com isto tudo em linha de pensamento, muita gente dramatiza, aliás já na PS3 e 360 dramatizavam, joguei todos os meus jogos de 360 sem qualquer patch feito, Gears of War’s, Forza’s, GTAV, Left 4 Dead 2, Fable 2, etc…, entre outros, nunca fiz um patch, PS3 antes de 2013 nunca fiz nenhum também, no máximo houve momentos que consegui ligar a PS3 à net e joguei Killzone 3, dai fiz download de um patch, de 24Mb ou pouco mais direcionado ao online, joguei BioShock’s, Killzone 3, God of War 3, GT5, Metal Gear Solid 4, Burnout Paradise, NFS Most Wanted, Hot Pursuit, The Run, Undercover, etc… sem nem um patch feito, Assassin’s Creed 1 e 2, nunca senti falta ou necessidade, não querem fazer download de patches não façam, vejo quem dramatize e diga que liga a consola e tem de perder tempo a fazer (maioritariamente vejo isto de malta fanática de retro gaming), e quando lhes digo isto pronto calam-se, e há aqueles que são pessoas com cabeça e reconhecem que não são obrigados sim e pronto, dramatizam um bocado no final e que realmente não é assim. Apesar de termos jogos que avisam logo que é preciso day one patch para…., temos ainda tanto jogo na PS4 e XOne que não requerem que se faça download para serem jogáveis como deve ser a meu ver, mas que isto se torna prática comum de deixar jogos com bugs e game breaking glitches muitas vezes torna, o mais polémico sendo o AC Unity claro, mas lá porque meia dúzia de editoras fazem esta prática não devemos generalizar e a dramatização leva a isso infelizmente.

Quanto a DLC devo dizer que temos de fazer uma boa separação de DLC para Expansão, tudo bem DLC sigla de Downloadable Content, mas e a sua definição implícita no gaming? Sim porque DLC é considerado extras para o jogo, fatos/skins, armas, equipamento, mapas, arenas, carros, etc…, enquanto que expansão é algo que expande a nossa experiência para lá do conteúdo base de um jogo, se no fim são ambos conteúdos descarregáveis…sim, mas aqui já podemos fazer separação de o que é. Concordo com tudo o que seja expansões se feitas para o serem assim, com DLC não tenho nada contra, nada que afete realmente a jogabilidade a meu ver, e acabo a gostar de muitos, apesar que tanto em expansões e dlc acaba a haver um ponto interessante, conteúdo removido do jogo base, ou que se entende que lá fazia parte. Isto sim é pratica que não concordo, o que me leva a ficar de pé atrás quando vejo editoras a revelarem que ideias gerais e conceitos de DLC e Expansões estão a programar ainda antes de algum jogo sair. Infelizmente temos algumas que fazem prática de em alguns dos seus jogos fatiar os mesmos e mais tarde lançar como expansões ou DLC, e é tão descarado que não só não repara quem não quer, acho engraçado antigamente haver tempo para produzir tudo e hoje em dia fazem assim, quem alimenta tudo isto é o consumidor com a carteira sempre. O Aeroporto do Terminal Velocity Pack do NFS Most Wanted (2012) deveria vir no jogo base, os fatos do Kratos do GOW3 deveriam vir no jogo já por exemplo, mas aqui está aquele fator generalização por dramatismo excessivo, uns fazem não quer dizer que todos façam, Bethesda revelou planos de Expansões para Fallout 4 ainda não tinha o jogo saído, e são fenomenais expandem a experiência base com conteúdo novo realmente, ai está uma boa prática, até dou outra de dlc o Dead Space 1, só equipamento, que é completamente desnecessário ao jogo base, não afeta, posso dizer que fiquei chocado realmente foi com AC2 na altura com 2 capítulos em falta no final, posso ainda falar dentro da EA o Burnout Paradise com a Big Surf Island, algo que se sente que expandiu a experiência do jogo realmente, quando bem aplicado DLC e Expansões são e vivem do que realmente a sua natureza é, aumentar a experiência base ou dar conteúdo adicional quem em nada afeta a experiência core dos jogos, sendo que é desnecessária no final do dia para disfrutar do mesmo. Quanto a Season Pass’s concordo plenamente, dentro das bases de que nos dá acesso sem mais custos a todo o conteúdo de expansões do jogo a preço final reduzido do total combinado individualmente do mesmo que oferece, sou capaz de ignorar dlc mas expansões nunca neste caso, e discordo com a ganancia que é os que providenciam desconto na aquisição de DLC e/ou expansões só, penso que nunca apanhei nenhum assim, mas tenho ideia que existem, não posso dizer com certezas.

Depois pelo meio disto tudo temos a questão de hoje em dia as pessoas esperam que os jogos venham adaptados para serem completamente acessíveis, para que peguem neles e o jogo esteja bem adaptado para as suas necessidades quer sejam bons ou maus jogadores, quando não deve ser assim. O jogo deve vir bem adaptado no sentido de poder ser jogável do principio ao fim e providenciar toda a sua experiência da maneira projetada e idealizada e promovida, isto não quer dizer que o jogador tenha a acessibilidade de o poder fazer do principio ao fim de olhos fechados, se o conceito do jogo não for esse, o jogador tem de saber adaptar-se, já lá vai o tempo que era assim, e infelizmente é um traço que está a ser alimentado por gerações mais novas basicamente, tudo isto leva à vilanização de jogos e experiências como Cuphead que põem o jogador à prova e requerem dedicação do mesmo, ai de quem lançasse um jogo como Ninja Gaiden da NES hoje em dia em termos de dificuldade e perícia requerida, ou Ghouls n’ Ghosts, até à conversa se trazia os santos do altar, mas aplaude-se quando os clássicos retro são relançados e joga-se com gosto, para mim é hipocrisia, porque é que não se poder ter uma experiência feita com bases modernas mas igualmente desafiante em espírito como os clássicos? Já não vale nada a recompensa de sermos bons a jogar não é…pois. O que me leva ao ponto de experiências mais focadas em online, acho engraçado ver malta a dizer que os jogos SP estão mortos e depois o grande alarido que outros fazem com isso a mostrar “Olhem ainda há jogos assim”, temos N jogos a sair anualmente focados em SP sejam indies, AAA ou algo in between. Mais uma vez generaliza-se só porque o maior falatório são a experiências de online em foco, experiências essas que a grande fatia de jogadores muitas vezes é o público mais novo, que está a ser criado maioritariamente levado ao colo em termos de experiências, e que são o alvo em foco destas experiências muitas vezes, da mesma maneira que se generaliza que a Vita morreu mas a verdade é que morreu no Ocidente por má promoção e desvalorização injusta da Sony, e no Oriente está viva, apoiada pela marca, e a receber experiências de vários estúdios anualmente, também se generaliza que só saem experiências online agora, o problema é que algumas que têm SP focam-se no Online e acabam a desvalorizar o seu SP em qualidade, também há que saber identificar aquelas que são na sua base online e recebem componente single-player, de longe será alguma vez um Battlefront experiência feita para ser focada no SP por exemplo.

Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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