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Opinião – A Indústria Atual – Parte 2

E por fim aqui a nossa segunda parte de opinião sobre a indústria atual, sendo que podem ler a primeira aqui, e pronto, sendo esta a conclusão deste artigo de opinião.

Em conclusão temos muitas práticas e distorções com a sua aplicação nas bases de certos modelos da indústria, mas a realidade é que quem alimenta isto são os consumidores. Reclamar é de boca, letras e carteira, de que me vale discordar com um modelo de negócio final de um jogo se vou comprar o mesmo? É uma venda para a editora (que pode ou não ser a produtora até). E pelo caminho acabamos a ter generalização de que é tudo assim, causado pela dramatização em excesso das pessoas que por sua vez é alimentada por meios de informação que vivem de polémica, (Kotaku, Eurogamer, IGN, etc….). Tudo isto acaba a tirar de foco o que é feito de bom, sejam AAA games sejam indies.

Posso ainda acrescentar que nenhuma plataforma é perfeita, PCMasterRace? Uma das maiores piadas de trollanço criadas acho engraçado ver os engatilhados a dispararem de maneira precoce quando se fala nela, o que me leva a fanboys, defendem a marca com a vida, quer façam porcaria ou não há quem debata qual a comunidade fanboy mais tóxica. A meu ver? Nintendo, sem sombra de dúvida comem tudo o que a marca diga, faça e fale, ai de quem fale mal da Switch hoje em dia ui comem-no vivo, a seguir a isso só consigo pensar na comunidade de jogadores de PC seguida de PS e Xbox, engraçado não é, posso ainda mencionar de mobile, sim android e iOS também são plataformas, infelizmente não são vistas no seu foco total ainda, dai não serem faladas a 100% e por isso são a comunidade mais branda que há pois não existem ainda em número também, Xbox são dos mais amigáveis mas lá se apanha malta com falta de parafusos, PS tem um equilíbrio mas os que são fanboys pode-se dizer que valem quase em conjunto tanto quanto a malta da Nintendo que são na sua maioria cambada de weeaboos que parecem cães raivosos, come on people, acordem Switch é engraçada mas de longe é uma consola portátil, é um tablet em esteroides com dois comandos e plataforma de transmissão de imagem para TV, chamam-lhe híbrido, eu também tenho ali uma portátil da ATGames de Mega Drive que posso ligar à TV, BOOM e agora? Acho engraçado malta a ficar toda hyped de “Ai posso jogar Skyrim em comboio agora”, malta Skyrim é um jogo de 2011, tenham paciência, é bom sim, e também era Doom o original, e a piada de que se podia pôr Doom a correr em tudo…Skyrim é o próximo Doom daqui a uns tempos, a diferença é que está a ser rentabilizado nesta ideologia, sem falar que gostava de saber o que vão fazer no jogo numa viagem de comboio de 30 minutos ou menos, é que eu com 30 minutos no Skyrim na maioria do tempo consigo ir de onde estiver para o local de uma quest e com sorte dar inicio….e tudo a ficar maluco em ir receber versões demasterizadas de jogos como DOOM (2016) por exemplo, não vejo hype, a Nintendo a meu ver faz bem o seus ip’s (tem N deles e devia dar-lhes mais atenção, como Metroid), em vez de estar a querer entrar no mercado geral, para mim Nintendo é os seus exclusivos, aliás posso dar outro foco, deviam também prestar mais atenção ao que deixam entrar na sua eShop, a PS Store é capaz de ter títulos desastrosos lá e sem qualidade, mas a eShop é alimentada disso. No final disto posso dizer que Nintendo é marca que não sabe o que a frase “Ajustar preços com o passar do tempo de algo ter sido lançado” quer dizer, mas posso dizer que para companhias que vivem de handhelds é normal, já a Vita sofre do mesmo, overpriced games, o que me leva a digitais, juntem o facto dos cartões proprietários da Sony e temos o circo montado, mas lá está a Sony não vive de handhelds.

Nenhuma consola é perfeita, nenhuma plataforma é perfeita e cada uma tem as suas falhas, e é muito simples, cada pessoa devia procurar o que tem as experiências exclusivas que vai de encontro ao que realmente quer, e não andar a querer todas as plataformas ou ter uma por se andar a enganar, conheço quem tenha gasto dinheiro numa PS4 e não tenha jogos dos seus gostos nela, chama-se comprar desinformado, e posso acrescentar que esse alguém estaria num ambiente adaptado a si na Nintendo, mas quer continuar na PS, admite que a Nintendo tem experiências que lhe agradam mas continua a insistir na PS, digamos que agora vive de comprar jogos que nada lhe dizem desesperadamente à procura do que vá de encontro aos seus gostos visto que com meia dúzia de jogos esgotou as opções para as suas medidas, para quê gastar dinheiro em coisas que não vão de encontro aos nossos gostos pessoais? Para se dizer que se tem na prateleira? Para se dizer que se comprou? Para ser um dos cool kids e dizer que se joga também quando se for preciso nem do tutorial passam?

Indo à polémica do momento, micro-transações concordo com elas quando aplicadas no seu ambiente, jogos MMO ou focados em MP, mas tendo sempre uma opção o mais equilibrada possível de as obter com in-game credits, mesmo que requeira mais trabalho dos jogadores, e desde que não seja nada que o jogo dependa para avançar, e dai dizer experiências MMO ou focadas em MP só ou nas suas bases. Experiências SP discordo, é um ato ganancioso de produtoras/editoras (por norma esta), mas as pessoas precisam de avaliar com contra peso e medida a sua aplicação, que maioritariamente são só para quem queira acelerar a progressão no jogo, o que me leva ao tema novamente de a malta gostar de facilitismos, queixam-se mas gastam, comunidade de chorões e hipocrisia, queixam-se mas largam a nota nisto, discordo a 100% de jogos que fazem disto o seu modelo de negócio, mas o seu antro é mobile games, e o resto em consolas e PC é dramatização geral, acho engraçado dizer-se que estamos num ano focado em experiências com micro-transações e se formos a ver do que já me falaram foram 4/5 jogos que saíram e ainda vão sair até ao fim do ano com este sistema implementado, e até agora só dois deles têm a sua experiência em parte formulada em torno disto, o que gera mais controvérsia é Shadow of War, mas a realidade é que Shadow of War está no grupo de é completamente desnecessário, ponto, serve para quem queira acelerar progressão de resto em nada afeta a experiência base, está é a ser cercado pela malta que lá está, procura experiências por si mais facilitadas e acessíveis, o jogo não é simples, o end game é para quem se dedique a ele mas de maneira equilibrada, e no final serve para quem queira ver algo que é irrelevante para a experiência base do jogo, já em Forza 7 por exemplo o jogo tem fases maçadoras propositadamente para aliciar à compra de loot crates, interessante não é. Derradeiramente é uma prática lamentável nestes jogos, alimentada pelos…jogadores…..com a carteira, e que merece descontentamento, critica, mas quando digo critica não falo de dramatização e excessividade, critica com cabeça tronco e membros, e descontentamento maioritariamente demonstrado com a carteira, a mossa é feita com ela, não com textos de repugnância na internet só. Tudo para dizer que meia dúzia de jogos não fazem a média e tendência do ano, e isto mais uma vez aplica-se a jogos focados em online….

Acho que abordei tudo o que queria e pronto aqui fica a minha opinião sobre a indústria atualmente não em todos os seus pontos, mas em alguns que se podem considerar mais principais, e vocês o que acham da nossa atual indústria?

Sou aquele gajo que ama RPG’s, mas que nunca terminou o FFVII, que acha o Fallout 2 o melhor jogo de sempre, o GBC a consola que nunca foi superada (muito Pokémon na altura :P, mas devo confessar que atualmente de eleição é a PS3, mas GBC é aquela coisa) e que tem como eleição a PlayStation.

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